A exportação glicerina está menos atraente. Praticamente por qualquer critério que se olhe, o mercado perdeu força na comparação entre o 1º trimestre deste ano e do ano passado: o volume exportado recuou 8,3%, o faturamento ficou 19,7% menor e o preço médio pago pelo principal coproduto do biodiesel está 11,4% inferior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
A exportação glicerina está menos atraente. Praticamente por qualquer critério que se olhe, o mercado perdeu força na comparação entre o 1º trimestre deste ano e do ano passado: o volume exportado recuou 8,3%, o faturamento ficou 19,7% menor e o preço médio pago pelo principal coproduto do biodiesel está 11,4% inferior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O golpe está sendo mais sentido no mercado da glicerina bruta que concentra os maiores volumes da substância. No primeiro trimestre, esse tipo de glicerina respondeu por praticamente 82% do volume exportado. Nesse segmento as exportações já recuaram 8,9% totalizando 55,4 mil toneladas em 2016, enquanto o faturamento foi de US$ 8,3 milhões o que presenta 28,3% menos do que no mesmo período do ano passado.
A cotação média para o período observado recuou 21,3% indo de US$ 190,23 para US$ 149,78.
Na comparação, a glicerina bidestilada se saiu consideravelmente melhor. As exportações recuaram 5,1% no volume fechando o trimestre com 12,4 mil toneladas. Em termos de faturamento, no entanto temos uma situação praticamente estável com perdas de apenas 1,2% – US$ 5,2 milhões agora contra US$ 5,3 no ano passado, graças a uma melhora nas cotações.
Bons ventos
Apesar os maus resultados trimestrais, os números mensais permitem uma visão mais otimista. Os volumes mensais, exportados, por exemplo, já estão no quarto mês consecutivo de crescimento e fecharam março em 23,8 mil toneladas – na soma entra glicerina bruta e destinada. De dezembro para cá os embarques já avançaram 24,6%.
Já quando se olha o faturamento, embora menos inequívoca, a evolução também foi relevante. Em março, o país ganhou US$ 4,7 milhões com vendas de glicerina. Essa é uma alta de 14% sobre as vendas de fevereiro e o melhor resultado mensal desde novembro.
Além disso, depois de atingiram seus piores níveis médios em muitos anos, as cotações deram um primeiro sinal de reação e subiram 6,1% na comparação entre março e fevereiro. Essa alta foi puxada principalmente pelo mercado de glicerina destilada cuja tonelada foi negociada a US$ 439,89 em março, melhor valor para o produto desde outubro passado quando ele esteve cotado a US$ 456,87.
O volume mensal exportado da glicerina de maior valor agregado também registrou um avanço relevante. Em março foram embarcados, 4,18 mil toneladas de glicerina destilada o que representa 15,3% mais do que em fevereiro.
Já a glicerina bruta teve vendas de 19,6 mil toneladas e faturamento de US$ 2,9 milhões. As cotações continuam em níveis historicamente baixos – desde outubro de 2010 não se tinha preços tão reduzidos –, mas estão pelo menos um pouquinho melhor do que em fevereiro quando ficaram em US$ 144,05.
Menos importação
Há uma outra mudança relevante em andamento no mercado de glicerina bidestilada. As importações brasileiras do produto caíram quase 65% no primeiro trimestre. Entre janeiro e março entraram 1,4 mil toneladas da substância no Brasil custando ao todo US$ 1,4 milhão.
Em março entraram apenas 383,6 toneladas de glicerina bidestilada no Brasil. Para a média do mercado brasileiro, esse é um valor bem incomum. Em outubro do ano passado as importações foram até menores – 362 toneladas – mas, antes disso, um número menor só poderá ser encontrado em dezembro de 2009.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A exportação glicerina está menos atraente. Praticamente por qualquer critério que se olhe, o mercado perdeu força na comparação entre o 1º trimestre deste ano e do ano passado: o volume exportado recuou 8,3%, o faturamento ficou 19,7% menor e o preço médio pago pelo principal coproduto do biodiesel está 11,4% inferior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O golpe está sendo mais sentido no mercado da glicerina bruta que concentra os maiores volumes da substância. No primeiro trimestre, esse tipo de glicerina respondeu por praticamente 82% do volume exportado. Nesse segmento as exportações já recuaram 8,9% totalizando 55,4 mil toneladas em 2016, enquanto o faturamento foi de US$ 8,3 milhões o que presenta 28,3% menos do que no mesmo período do ano passado.
A cotação média para o período observado recuou 21,3% indo de US$ 190,23 para US$ 149,78.
Na comparação, a glicerina bidestilada se saiu consideravelmente melhor. As exportações recuaram 5,1% no volume fechando o trimestre com 12,4 mil toneladas. Em termos de faturamento, no entanto temos uma situação praticamente estável com perdas de apenas 1,2% – US$ 5,2 milhões agora contra US$ 5,3 no ano passado, graças a uma melhora nas cotações.
Bons ventos
Apesar os maus resultados trimestrais, os números mensais permitem uma visão mais otimista. Os volumes mensais, exportados, por exemplo, já estão no quarto mês consecutivo de crescimento e fecharam março em 23,8 mil toneladas – na soma entra glicerina bruta e destinada. De dezembro para cá os embarques já avançaram 24,6%.
Já quando se olha o faturamento, embora menos inequívoca, a evolução também foi relevante. Em março, o país ganhou US$ 4,7 milhões com vendas de glicerina. Essa é uma alta de 14% sobre as vendas de fevereiro e o melhor resultado mensal desde novembro.
Além disso, depois de atingiram seus piores níveis médios em muitos anos, as cotações deram um primeiro sinal de reação e subiram 6,1% na comparação entre março e fevereiro. Essa alta foi puxada principalmente pelo mercado de glicerina destilada cuja tonelada foi negociada a US$ 439,89 em março, melhor valor para o produto desde outubro passado quando ele esteve cotado a US$ 456,87.
O volume mensal exportado da glicerina de maior valor agregado também registrou um avanço relevante. Em março foram embarcados, 4,18 mil toneladas de glicerina destilada o que representa 15,3% mais do que em fevereiro.
Já a glicerina bruta teve vendas de 19,6 mil toneladas e faturamento de US$ 2,9 milhões. As cotações continuam em níveis historicamente baixos – desde outubro de 2010 não se tinha preços tão reduzidos –, mas estão pelo menos um pouquinho melhor do que em fevereiro quando ficaram em US$ 144,05.
Menos importação
Há uma outra mudança relevante em andamento no mercado de glicerina bidestilada. As importações brasileiras do produto caíram quase 65% no primeiro trimestre. Entre janeiro e março entraram 1,4 mil toneladas da substância no Brasil custando ao todo US$ 1,4 milhão.
Em março entraram apenas 383,6 toneladas de glicerina bidestilada no Brasil. Para a média do mercado brasileiro, esse é um valor bem incomum. Em outubro do ano passado as importações foram até menores – 362 toneladas – mas, antes disso, um número menor só poderá ser encontrado em dezembro de 2009.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com