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Grupo demonstra embarcação movida à glicerina

BarcoGlicerina 040714Um grupo que pesquisa o uso de glicerina como combustível naval demonstrou a primeira embarcação a usar a tecnologia.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Quem esteve na edição de 2014 do Seawork Internacional – um dos grandes eventos mundiais do setor naval –, realizado no início de junho no Reino Unido pôde conferir o primeiro motor marítimo do mundo movido a glicerina em ação.

A demonstração foi feita pelo grupo responsável pelo projeto Glicerina Combustível para Motores e Sustentabilidade Marinha (Gleams, na sigla original em inglês).

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Quem esteve na edição de 2014 do Seawork Internacional – um dos grandes eventos mundiais do setor naval –, realizado no início de junho no Reino Unido pôde conferir o primeiro motor marítimo do mundo movido a glicerina em ação. 

A exibição era parte do projeto Glicerina Combustível para Motores e Sustentabilidade Marinha (Gleams, na sigla original em inglês), que estuda o potencial do uso de glicerina como combustível em embarcações. A iniciativa foi criada em resposta ao uma competição lançada pelo governo do Reino Unido para estimular o desenvolvimento de projetos que melhorem a eficiência energética das embarcações.

Os pesquisadores envolvidos no projeto querem validar e certificar o uso de glicerina como combustível marinho, contribuindo, assim, para reduzir a poluição no setor naval. O diesel consumido pelas embarcações é apontado por especialistas como um dos combustíveis mais poluentes existentes no planeta.

Resultado
Para a apresentação, foi escolhida uma embarcação do tipo Workboat Alica, pertencente à operadora de navios Dalby Offshore. A ela foi acoplado um equipamento de monitoramento das emissões, capaz de fornecer análises dos gases de escape em tempo real. 

Como a embarcação é habilitada para operar em sistema “dual-fuel” que permite o uso alternado de dois tipos distintos de combustíveis, os visitantes puderam verificar uma redução dos níveis de emissão quando o motor trocava a fonte de abastecimento do diesel para glicerina. 

Cofinanciado por instituições de pesquisa inglesas como o Conselho de Estratégia para Tecnologia e pelo Laboratório de Defesa da Ciência e da Tecnologia (MOD’s), o “Gleams” já atraiu interesse de operadores de navios, fabricantes de motores e fornecedores de combustíveis navais de todo o mundo. 

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Maritime Journal
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