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Glicerina é utilizada no tratamento de água nos EUA

glicerina água_220313Glicerina está sendo usada por uma estação de tratamento de águas de Nova York para remover o excesso de nitrogênio.
Cleantechnica.com 2 min de leitura
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Glicerina está sendo usada por uma estação de tratamento de águas de Nova York para remover o excesso de nitrogênio.

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Glicerina está sendo usada com sucesso numa estação de tratamento de águas residuais de Nova York como parte de um novo sistema de remoção de nitrogênio. A unidade está em funcionamento há pouco mais de um ano e já ajudou a reduzir as descargas de nitrogênio de 2.630,8 kg por dia em dezembro de 2011 para 861,8 kg por dia em março de 2013.

O processo remove o excesso da substância presente na água antes que ela seja lançada de volta aos rios.

Durante a segunda fase do tratamento das águas servidas, ar é bombeado nos tanques para decompor a amônia em nitratos e nitritos. Em excesso, essas substâncias alimentam de microorganismos presentes na água, levando a um crescimento explosivo das populações, geralmente, com consequências nefastas para o meio ambiente – fenômenos como as chamadas “marés vermelhas” são um dos resultados desse problema.

A nova unidade usa glicerol coproduto da produção de biodiesel para remover o nitrogênio. Antes isso era feito usando metanol – líquido altamente inflamável e tóxico.

A estação de tratamento de Nova York é a primeira dos EUA a utilizar esse processo e ganhou um prêmio do Conselho Americano de Empresas de Engenharia pela inovação. O resultado positivo também tem sido um incentivo para que outras unidades apliquem o mesmo sistema.

Novos destinos
O modelo introduzido na estação de Nova York pode ajudar a indústria de biodiesel a encontrar novos mercados para sua glicerina bruta. Além dele, estão em desenvolvimento diversas pesquisas para o uso do coproduto como na cultura de microalgas, na produção de anticongelantes, hidrogênio, metanol sustentável entre outros.

Num projeto mais ousado, pesquisadores do Laboratório Nacional de Gerenciamento de Riscos da Agência de Proteção Ambiental norte-americana publicaram no início de março um estudo mostrando que o glicerol pode ser usado para fabricar estruturas em nanoescala de ouro, platina e paládio.

A pesquisa tornou o produto um potencial substituto para substâncias tóxicas utilizadas na síntese de nanomateriais convencionais.

Tradução e adaptação BiodieselBR.com
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