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Glicerina bruta renova máxima e alavanca ganhos com exportação do coproduto

Valor total das vendas externas de glicerina superou pela primeira vez a marca dos US$ 23 milhões em julho

BiodieselBR.com 3 min de leitura

As exportações de glicerina continuam batendo recorde de faturamento para o Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia, os ganhos no mês de julho chegaram a US$ 23,2 milhões – aproximadamente R$ 119,6 milhões pela cotação média do dólar no período. Este foi o quarto mês consecutivo com as vendas externas do coproduto se sustentando acima do patamar de US$ 20 milhões.

Não é bem o volume de glicerina exportada que está garantindo os resultados. Em julho de 2021, as exportações totais ficaram um pouco acima de 35 mil toneladas. Isso representa uma contração de 17,3% em relação ao volume do coproduto que havia sido embarcada um ano atrás.

O principal destino do produto foi a China que absorveu 23,6 mil toneladas – 67,5% do total – da glicerina brasileira exportada desembolsando US$ 14,3 milhões.

As exportações de glicerina continuam batendo recorde de faturamento para o Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia, os ganhos no mês de julho chegaram a US$ 23,2 milhões – aproximadamente R$ 119,6 milhões pela cotação média do dólar no período. Este foi o quarto mês consecutivo com as vendas externas do coproduto se sustentando acima do patamar de US$ 20 milhões.

Não é bem o volume de glicerina exportada que está garantindo os resultados. Em julho de 2021, as exportações totais ficaram um pouco acima de 35 mil toneladas. Isso representa uma contração de 17,3% em relação ao volume do coproduto que havia sido embarcada um ano atrás.

O principal destino do produto foi a China que absorveu 23,6 mil toneladas – 67,5% do total – da glicerina brasileira exportada desembolsando US$ 14,3 milhões.

Dividindo por segmento, tivemos a exportação de 12,5 mil toneladas (35,9%) de glicerina destila e de 22,4 mil toneladas (64,1%) de glicerina bruta.

No resultado parcial para os primeiros sete meses do ano, os embarques já totalizaram 269,3 mil toneladas. Esse volume está ligeiramente acima – 2,7% – do que havia sido apurado no mesmo período do ano passado.

Houve, contudo, uma pequena redução na fatia da glicerina destilada sobre o total. Em 2020, o produto de maior valor agregado atingiu, pela primeira vez desde que a mistura de biodiesel passou a ser obrigatória no país, a marca de 31% das exportações. Agora, a participação do produto está em 29,9%, de janeiro a julho, os embarques ficaram em 80,6 mil toneladas.

Já a glicerina bruta representou 188,7 mil toneladas.

Máxima renovada

A alta persistente nos preços pagos pelo mercado internacional tem sido fundamental para sustentar os ganhos dos exportadores brasileiros. No caso da glicerina bruta, as cotações do produto exportado vêm subindo de forma consistente desde março de 2020. Mesmo que com um pouco de turbulência no meio do caminho, ao longo dos últimos 16 meses os preços acumulam alta de praticamente 300%.

No mês passado, a cotação a glicerina bruta atingiu US$ 498,66/t, superando a máxima de fevereiro de 2018 quando a tonelada havia sido negociada por uma média de US$ 451,24. Em julho a máxima foi renovada chegando a US$ 525 ,85

Embora um pouco atrasada, a glicerina destilada parece estar no mesmo caminho. Em julho a tonelada do produto processado recebeu remuneração média de US$ 911,13 quase superando os US$ 922,53 de março de 2018.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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