O mais recente balanço das exportações e importações divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostra que as exportações de glicerina mantiveram-se praticamente estáveis em outubro. No período, foram enviadas ao exterior cerca de 18,5 mil toneladas do produto – alta de apenas 2% em relação ao mês anterior.

O mais recente balanço das exportações e importações divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostra que as exportações de glicerina mantiveram-se praticamente estáveis em outubro. No período, foram enviadas ao exterior cerca de 18,5 mil toneladas do produto – alta de apenas 2% em relação ao mês anterior.
Boa parte desse volume – cerca de 15,6 mil toneladas, mais de 84% do total – foi comprado pela China, reafirmando a posição do país oriental como principal importador da glicerina brasileira. Em seguida, aparecem com aquisições bem menores a Malásia (1.4 toneladas) e o Egito (440 toneladas).
Salto
A performance das exportações de glicerina em outubro é resultado de uma compensação criada no balanço entre o montante embarcado de glicerol bruto – que representa o maior volume encaminhado pelo Brasil ao estrangeiro – e de glicerina refinada. Enquanto as exportações de glicerol bruto caíram cerca de 8%, as de glicerina refinada aumentaram substanciais 71%.
No mês passado, foram exportadas 3,7 mil toneladas de glicerina refinada, contra 2,2 mil toneladas em setembro – 1,5 mil toneladas a mais. Em contrapartida, o volume de glicerol bruto exportado no período caiu quase que na mesma proporção. Foram cerca de 1,3 mil toneladas a menos em outubro.
Queda
Apesar dessa mudança no perfil das exportações, o valor faturado pelo país ficou praticamente estagnado. Foram US$ 4,9 milhões em outubro – alta de míseros 0,06% sobre o apurado em setembro.
O que explica esse resultado a queda nas cotações – tanto da glicerina bruta como da refinada. A maior derrapada observada foi nos preços da glicerina refinada. Em outubro, o produto de maior valor agregado no mercado fechou a tonelada em US$ 441,23 – retração de 13% em relação ao mês anterior. Pela tonelada do glicerol bruto foi pago no mês passado US$ 221,42 – baixa de 8%.
No apanhado geral, o recuo na cotação de glicerina no intervalo entre meses (setembro e outubro) foi de 1,6%. Esta é a quinta desvalorização consecutiva nos preços médios da glicerina.
A queda nas cotações de glicerina foi preanunciada por agentes desse mercado. Executivos do segmento aventaram a possibilidade de uma maior oferta do coproduto gerada pelo aumento da mistura obrigatória do biodiesel ao diesel em alguns países – entre eles, o Brasil – arrastar os preços da glicerina para baixo.
Cátia Franco – BiodieselBR.com

O mais recente balanço das exportações e importações divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostra que as exportações de glicerina mantiveram-se praticamente estáveis em outubro. No período, foram enviadas ao exterior cerca de 18,5 mil toneladas do produto – alta de apenas 2% em relação ao mês anterior.
Boa parte desse volume – cerca de 15,6 mil toneladas, mais de 84% do total – foi comprado pela China, reafirmando a posição do país oriental como principal importador da glicerina brasileira. Em seguida, aparecem com aquisições bem menores a Malásia (1.4 toneladas) e o Egito (440 toneladas).
Salto
A performance das exportações de glicerina em outubro é resultado de uma compensação criada no balanço entre o montante embarcado de glicerol bruto – que representa o maior volume encaminhado pelo Brasil ao estrangeiro – e de glicerina refinada. Enquanto as exportações de glicerol bruto caíram cerca de 8%, as de glicerina refinada aumentaram substanciais 71%.
No mês passado, foram exportadas 3,7 mil toneladas de glicerina refinada, contra 2,2 mil toneladas em setembro – 1,5 mil toneladas a mais. Em contrapartida, o volume de glicerol bruto exportado no período caiu quase que na mesma proporção. Foram cerca de 1,3 mil toneladas a menos em outubro.
Queda
Apesar dessa mudança no perfil das exportações, o valor faturado pelo país ficou praticamente estagnado. Foram US$ 4,9 milhões em outubro – alta de míseros 0,06% sobre o apurado em setembro.
O que explica esse resultado a queda nas cotações – tanto da glicerina bruta como da refinada. A maior derrapada observada foi nos preços da glicerina refinada. Em outubro, o produto de maior valor agregado no mercado fechou a tonelada em US$ 441,23 – retração de 13% em relação ao mês anterior. Pela tonelada do glicerol bruto foi pago no mês passado US$ 221,42 – baixa de 8%.
No apanhado geral, o recuo na cotação de glicerina no intervalo entre meses (setembro e outubro) foi de 1,6%. Esta é a quinta desvalorização consecutiva nos preços médios da glicerina.
A queda nas cotações de glicerina foi preanunciada por agentes desse mercado. Executivos do segmento aventaram a possibilidade de uma maior oferta do coproduto gerada pelo aumento da mistura obrigatória do biodiesel ao diesel em alguns países – entre eles, o Brasil – arrastar os preços da glicerina para baixo.
Cátia Franco – BiodieselBR.com