Vendas internacionais do coproduto da indústria do biodiesel somaram 37,5 mil toneladas
Embora os volumes de glicerina exportados pelo Brasil não estejam exatamente no auge, o faturamento vem se mantando em níveis bastante elevados. Só no mês maio, mais de US$ 41,3 milhões entraram na economia brasileira em função das vendas do coproduto da indústria do biodiesel no mercado internacional, segundo dados do Ministério da Economia. Este foi o segundo mês seguido de recorde para o produto.
Comparando o período entre janeiro e maio de 2022 e 2021, o faturamento já cresceu 120%.
Embora os volumes de glicerina exportados pelo Brasil não estejam exatamente no auge, o faturamento vem se mantando em níveis bastante elevados. Só no mês maio, mais de US$ 41,3 milhões entraram na economia brasileira em função das vendas do coproduto da indústria do biodiesel no mercado internacional, segundo dados do Ministério da Economia. Este foi o segundo mês seguido de recorde para o produto.
Desde o começo do ano até agora, as exportações de glicerina já trouxeram US$ 181,6 milhões para a economia brasileira. Mesmo parcial, este valor é superior ao apurado em todos os anos anteriores com exceção dos US$ 284,6 milhões do ano passado.
Comparando o período entre janeiro e maio de 2022 e 2021, o faturamento já cresceu 120%.
Esse movimento tem sido puxado principalmente pelos preços elevados que o produto vem recebendo no mercado internacional.
A glicerina destilada atingiu US$ 1.624,24 por tonelada, seu maior patamar desde abril de 2012. Já a cotação da glicerina bruta foi a US$ 802,87, valor que não era visto desde maio de 2007 quando os volumes exportados eram bastante limitados.
Mais destilada
A composição das exportações nacionais também tem contribuído para o resultado.
Até este momento, a glicerina destilada representou 30,6% do total exportado. São quase dois pontos percentuais acima do nível geral do ano passado e se aproxima dos 31% registrados em 2020.
A despeito deste aumento, não é possível realmente falar em crescimento na parcela da glicerina destilada. Ao longo dos últimos quatro anos, a participação do produto de maior valor no total exportado tem girado numa faixa estreita entre 29% e 31%.
Volumes
No mês de maio, os embarques de glicerina somaram 37,5 mil toneladas. Isso representa uma contração de 11,2% nas vendas físicas do produto em relação ao ano passado.
Essa contração não atingiu igualmente os dois segmentos do mercado. Quebrando os números, tivemos 13,6 mil toneladas de glicerina destilada com alta de 10,4%, e, 23,8 mil toneladas de glicerina bruta com queda de 20,2%.
Com 23 mil toneladas, a China foi a maior compradora de glicerina brasileira no mês passado. O gigante asiático foi responsável por absorver 3,57 mil toneladas (26,2%) de glicerina destilada e mais 19,4 mil toneladas (81,5%) de glicerina bruta.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com