Apesar do ligeiro recuo em relação a abril, quantidade do coproduto exportada apresentou alta de quase 14% sobre o último ano
O Brasil exportou um pouco mais de 42,7 milhares de toneladas de glicerina em maio de acordo com os números mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Embora esteja ligeiramente abaixo do registrado em abril – cerca de 3,2% menos –, o volume embarcado mostra estabilização na demanda pelo produto nacional depois de resultados bastante fracos em fevereiro e março.
Em relação ao mesmo período do ano passado, o mercado também deu um passo à frente. Tivemos um crescimento de expressivos 13,9% sobre as 37,5 mil toneladas de maio de 2022.
Apesar dos altos e baixos nesse começo do ano, os exportadores não estão se saindo mau. De janeiro a maio, foram exportadas quase 197 mil toneladas de glicerina o que representa um crescimento de 3,1% nas vendas externas do produto em relação ao apurado nos primeiros cinco meses de 2022.
O Brasil exportou um pouco mais de 42,7 milhares de toneladas de glicerina em maio de acordo com os números mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Embora esteja ligeiramente abaixo do registrado em abril – cerca de 3,2% menos –, o volume embarcado mostra estabilização na demanda pelo produto nacional depois de resultados bastante fracos em fevereiro e março.
Em relação ao mesmo período do ano passado, o mercado também deu um passo à frente. Tivemos um crescimento de expressivos 13,9% sobre as 37,5 mil toneladas de maio de 2022.
Apesar dos altos e baixos nesse começo do ano, os exportadores não estão se saindo mau. De janeiro a maio, foram exportadas quase 197 mil toneladas de glicerina o que representa um crescimento de 3,1% nas vendas externas do produto em relação ao apurado nos primeiros cinco meses de 2022.
A parcial faz deste o segundo ano mais exportador para a glicerina brasileira, perdendo – por pouco – das 199,5 mil toneladas registradas em 2021.
Manutenção
Houve pouca mudança em termos de composição das exportações. Foram exportadas 11,3 mil toneladas de glicerina destilada, o que representa uma fatia pouco menor que 26,6% das exportações do período, ficando praticamente estável em relação aos 26,8% de abril.
No ano, a glicerina de maior valor representa 26,1% do total exportado pelo Brasil. O percentual está em linha dos últimos cinco anos quando o produto destilado teve participação média de 27,6% das exportações.
O destino das exportações brasileiras também não chega a ser uma grande surpresa. Compradores chineses foram os responsáveis por absorver 73,4% do total exportado. O gigante asiático foi o destino de 28,2 mil toneladas de nossa glicerina bruta e de aproximadamente 3,1 mil toneladas da destilada.
No ano, a participação chinesa nas exportações brasileiras beira os 75%.
O Porto de Santos, em São Paulo, tem sido a principal porta de saída para o produto nacional com uma média de 47,6% dos embarques desde o começo do ano até agora.
Relação inversa
Quando olhamos para o faturamento com as exportações, a relação entre os números é praticamente inversa à dos volumes.
Deste lado, temos um pequeno crescimento nos ganhos quando a comparação é feita mês a mês. Em maio as vendas de glicerina renderam US$ 13,4 milhões aos exportadores – alta de 0,7% em relação à de abril. É o equivalente a R$ 67 milhões quando convertido pela cotação média do mês.
Em compensação, a comparação anual é muito pouco favorável com recuo de quase 67,5% no faturamento. Em maio de 2022, os ganhos com a exportação de glicerina foram de US$ 41,3 milhões – o maior valor nos registros oficiais do governo brasileiro.
Recuperação
O que tem puxado os ganhos com a glicerina para baixo são os preços pagos pelo produto exportado, que levaram um tombo ao longo do segundo semestre do ano passado.
Entre seu pico em julho passado e seu nível mais baixo em janeiro deste ano, os preços da glicerina bruta perderam 80% do valor. Enquanto no mercado de glicerina destilada a queda foi 71,2%.
Foi só a partir de fevereiro que os preços começaram a se recuperar. A glicerina bruta que corresponde ao maior volume exportado já se valorizou 33,1% nos últimos quatro meses atingindo a marca de US$ 226,53 por tonelada. A glicerina destilada ganhou 16,4% fechando o último mês valendo US$ 558,87 a tonelada.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com