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Exportações de glicerina se sustentaram acima de 50 mil toneladas

Apesar do volume embarcado ter se sustentado, a participação da glicerina destilada teve seu pior resultado nos últimos quatro anos

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A volta do B12 deu um empurrão nas exportações brasileiras de glicerina. Em julho, as vendas externas do maior coproduto do setor passaram um pouco da marca de 54,2 mil toneladas. Dessa forma, o mercado praticamente repetiu – queda menor que 2% – o recorde do mês anterior.

Julho de 2023 passa a ser o segundo melhor mês num histórico que vem desde 1997.

Somando todos os negócios fechados desde o começo do ano até agora, o país já mandou 306,5 mil toneladas de glicerina para fora. É um volume 13,8% acima do apurado no mesmo período de 2021; ano em que as exportações do produto bateram recorde com quase 487 mil toneladas vendidas.

A volta do B12 deu um empurrão nas exportações brasileiras de glicerina. Em julho, as vendas externas do maior coproduto do setor passaram um pouco da marca de 54,2 mil toneladas. Dessa forma, o mercado praticamente repetiu – queda menor que 2% – o recorde do mês anterior.

Julho de 2023 passa a ser o segundo melhor mês num histórico que vem desde 1997.

Somando todos os negócios fechados desde o começo do ano até agora, o país já mandou 306,5 mil toneladas de glicerina para fora. É um volume 13,8% acima do apurado no mesmo período de 2021; ano em que as exportações do produto bateram recorde com quase 487 mil toneladas vendidas.

Menos glicerina destilada

Nem tudo está sendo tão positivo para os exportadores, contudo. A glicerina destilada não tem conseguido sustentar a mesma participação dos últimos anos. Desde 2019, o produto de maior valor agregado havia subido um degrau ao sair da faixa dos 20% para um patamar mais próximo dos 30%.

Este ano, no entanto, a participação está em 24,2%. Em julho, houve um acirramento dessa tendência com o produto representando 20% cravados das exportações do período. Essa é a menor fatia dos últimos quatro anos – em julho de 2018, a participação da glicerina destilada foi de 17,7%.

Houve recuo até mesmo em termos de volume absoluto. De janeiro a julho, as vendas de glicerina destilada somaram 74,2 mil toneladas – queda de 6,2% sobre a parcial do ano passado. No último mês de apuração, foram 10,8 mil toneladas.

Esse recuo tem contribuído para reduzir os ganhos da indústria com o coproduto. Em julho as exportações renderam US$ 15,9 milhões – cerca de R$ 76,2 milhões –, um escorregão de 6% sobre os US$ 16,9 milhões faturados de junho.

A contração nos ganhos também está sendo catalisada por preços menos atrativos no mercado internacional. Na média, os compradores internacionais pagaram US$ 234,79 por tonelada de glicerina bruta e 523,60 pela glicerina destilada.

Os preços que, nos últimos meses, vinham numa toada de recuperação, voltaram a perder sustentação. Os valores pagos pela glicerina bruta tiveram perda de quase 3%, enquanto a glicerina destilada perdeu 2,3%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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