Embarques do coproduto passaram de 57,5 mil toneladas ficando atrás apenas do volume apurado em janeiro desde ano
Depois de terem patinado em março, as exportações de glicerina voltaram a apontar para cima. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) demonstram que os embarques do coproduto da produção de biodiesel voltaram a ganhar tração e fecharam abril com 57,5 milhares de toneladas – alta de 30,4% na comparação anual.
Embora este seja um volume bastante respeitável, passados dois meses de B14 ainda não tivemos um novo seu recorde nos embarques de glicerina. Janeiro passado segue sendo o teto do mercado com mais de 62,6 mil toneladas do produto encaminhados para fora do país.
Depois de terem patinado em março, as exportações de glicerina voltaram a apontar para cima. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) demonstram que os embarques do coproduto da produção de biodiesel voltaram a ganhar tração e fecharam abril com 57,5 milhares de toneladas – alta de 30,4% na comparação anual.
Embora este seja um volume bastante respeitável, passados dois meses de B14 ainda não tivemos um novo seu recorde nos embarques de glicerina. Janeiro passado segue sendo o teto do mercado com mais de 62,6 mil toneladas do produto encaminhados para fora do país.
A aceleração nas exportações se deveu principalmente ao apetite chinês por glicerina brasileira. De março para abril, o país asiático ampliou suas aquisições em quase 15,2 mil toneladas – 48,1% – para chegar a 46,7 mil toneladas compradas.
Esse volume representa 81,3% de tudo o que o Brasil exportou no período. Além da China, outros 41 países receberam cargas de glicerina brasileira em abril.
O principal ponto de saída do produto foi de Santos (SP) a partir do qual 31,1 milhares de toneladas de glicerina foram embarcadas para o exterior. O maior porto paulista concentra a glicerina fabricada principalmente em Mato Grosso (9,15 mil toneladas), São Paulo (8,98 mil toneladas) e Goiás (6,71 mil toneladas).
No total, os exportadores receberam US$ 16,2 milhões pela glicerina exportada – cerca de R$ 83,2 milhões. O valor em dólares representa um aumento de 21,5% em relação ao faturamento em abril de 2023.
Aumento na fatia da glicerina destilada
Em parte, esse aumento nos ganhos se deve à recuperação da glicerina destilada, cujas vendas aumentaram 46% entre março e abril chegando a 9,86 mil toneladas – 17,1% dos embarques totais.
No mesmo período, as exportações de glicerina bruta avançaram 33%, chegando a 47,6 mil toneladas.
Apesar da melhora no perfil – com aumento do produto de maior valor agregado – os preços não foram tão favoráveis para a glicerina destilada. Em média cada tonelada foi exportada por US$ 525,40, exatos 2% menos do que no mês anterior.
Já o preço pago pela glicerina bruta teve outra alta expressiva – 4,9% – pelo segundo mês seguido. Com isso atingiu US$ 231,59 por tonelada, seu maior patamar em 9 meses.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com