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Apesar de B14, exportação de glicerina teve menor volume mensal em um ano

Balança comercial mostra que 42,6 mil toneladas do coproduto saíram do país em março

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Nem a chegada do B14 foi suficiente para tirar as exportações brasileiras de glicerina da rota descendente. Os dados mais recentes publicados pelo MDIC sobre a balança comercial do país, mostram que, em março, os embarques do principal coproduto das usinas de biodiesel somaram 42,6 milhares de toneladas. O valor exportado é o menor nos últimos 12 meses.

Embora a comparação entre as exportações no período entre março de 2023 e março de 2024 mostrem um incremento de 25,5%; é preciso ter em mente que a comparação é feita entre um mês no qual o mercado nacional estava no B10 e outro onde o B14 já havia sido adotado.

A queda foi causada por uma diminuição na demanda chinesa – principal destino para a glicerina brasileira. Entre fevereiro e março, gigante asiático reduziu suas aquisições em praticamente um quarto – 24,1% – enquanto no restante do mundo a contração foi de 18,5%.

Nem a chegada do B14 foi suficiente para tirar as exportações brasileiras de glicerina da rota descendente. Os dados mais recentes publicados pelo MDIC sobre a balança comercial do país, mostram que, em março, os embarques do principal coproduto das usinas de biodiesel somaram 42,6 milhares de toneladas. O valor exportado é o menor nos últimos 12 meses.

Embora a comparação entre as exportações no período entre março de 2023 e março de 2024 mostrem um incremento de 25,5%; é preciso ter em mente que a comparação é feita entre um mês no qual o mercado nacional estava no B10 e outro onde o B14 já havia sido adotado.

A queda foi causada por uma diminuição na demanda chinesa – principal destino para a glicerina brasileira. Entre fevereiro e março, gigante asiático reduziu suas aquisições em praticamente um quarto – 24,1% – enquanto no restante do mundo a contração foi de 18,5%.

Em março, a glicerina nacional chegou a 45 destinos diferentes. A principal porta de saída da commodity foi o Porto de Santos, em São Paulo, com mais perto de 25,4 mil toneladas.

Menos glicerina destilada

Embora os dois segmentos do mercado tenham sido afetados, proporcionalmente a contração foi intensa para a glicerina destilada cujas vendas recuaram 32% de um mês para o outro e fecharam março em 6,75 mil toneladas fazendo deste o pior mês para o produto em cinco anos meio.

A última vez que o país exportou tão pouca glicerina destilada foi em setembro de 2018 quando as vendas foram de 6,72 mil toneladas.

Já os embarques de glicerina bruta movimentaram 35,8 mil toneladas, redução de 15,3% sobre o valor apurado em fevereiro.

Com menos volume de glicerina embarcada e um perfil de menor valor agregado, o país faturou US$ 11,5 milhões com o produto – 15,1% menos do que em fevereiro.

Alta nos preços

A boa notícia do mês veio das cotações do produto que voltaram a ensaiar uma discreta alta.

No caso da glicerina destilada, os preços subiram 10,4% atingindo US$ 536,11 por tonelada. Essa é a melhor cotação para o produto em 10 meses.

A glicerina bruta teve uma alta menor. Foram mais 6,6% o que devolveu as cotações para o patamar de US$ 220,72 – próximo de onde estava na virada do ano.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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