As exportações de glicerina no mês de setembro renderam ao país mais que US$ 10,3 milhões segundo dados oficiais do comercio exterior que foram divulgados hoje (05) pelo governo federal. Essa é uma marca que jamais havia sido alcançada nos 21 anos desde as vendas internacionais desse produto passaram a ser acompanhadas sistematicamente.
As exportações de glicerina no mês de setembro renderam ao país mais que US$ 10,3 milhões segundo dados oficiais do comercio exterior que foram divulgados hoje (05) pelo governo federal. Essa é uma marca que jamais havia sido alcançada nos 21 anos desde as vendas internacionais desse produto passaram a ser acompanhadas sistematicamente.
Este foi o segundo mês consecutivo que o pais bateu recorde de faturamento com as vendas do principal coproduto do biodiesel. Em agosto, os ganhos haviam sido de US$ 9,4 milhões. Se, no mês anterior, a melhora nas contas foi puxada apenas por um avanço nos preços do produto, dessa vez estamos no melhor dos mundos – não somente as cotações ficaram mais favoráveis como a quantidade embarcada também aumentou.
Ao todo, 30,7 mil toneladas de glicerina foram despachadas pelos portos brasileiros. Isso é 9,8% mais do que em agosto.
Crescimento ambivalente
O salto se deve exclusivamente ao glicerol bruto cujas vendas internacionais saltaram de 21,2 em agosto para mais de 25 mil toneladas agora – 18,1% de crescimento em somente um mês. Um avanço que fica ainda mais impressionante se comparado com o resultado de um ano atrás quando as vendas externas do produto foram de apenas 16,5 mil toneladas.
O preço médio do produto bruto – que, grosso modo, equivale à glicerina que sai diretamente das usinas de biodiesel – no mês de setembro foi de US$ 274,85 por tonelada. Tivemos uma alta de 5,4% sobre o mês anterior o que confirma o 13º mês consecutivo de fortalecimento do mercado.
Em termos de cotações, esse foi o melhor mês para o produto desde julho de 2014.
Já a glicerina destilada teve um resultado mais ambivalente. O volume embarcado foi de 5,7 mil toneladas o que representa uma queda de 16,1% de um mês para outro – embora em relação a setembro de 2016 o crescimento se aproxime dos 18,8%. Com isso, o valor recebido ficou 11,9% menor totalizando US$ 3,4 milhões.
A cotação média, no entanto, foi de US$ 606,78 por tonelada o que representa um avanço de 4,9%. Também foi o melhor preço pago no produto desde meados de 2014.
Compradores
A China continua sendo o melhor comprador da glicerina brasileira. O país asiático absorveu 18,1 mil toneladas – 59,1% do total – das vendas nacionais de setembro.
A maior parte do volume importado pelos chineses – 17,9 mil toneladas –, no entanto, é que glicerina bruta.
Já no caso da glicerina destilada, a Rússia é nosso principal cliente. Foram 2,84 mil toneladas – 82,3% do total – exportadas em setembro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
As exportações de glicerina no mês de setembro renderam ao país mais que US$ 10,3 milhões segundo dados oficiais do comercio exterior que foram divulgados hoje (05) pelo governo federal. Essa é uma marca que jamais havia sido alcançada nos 21 anos desde as vendas internacionais desse produto passaram a ser acompanhadas sistematicamente.
Este foi o segundo mês consecutivo que o pais bateu recorde de faturamento com as vendas do principal coproduto do biodiesel. Em agosto, os ganhos haviam sido de US$ 9,4 milhões. Se, no mês anterior, a melhora nas contas foi puxada apenas por um avanço nos preços do produto, dessa vez estamos no melhor dos mundos – não somente as cotações ficaram mais favoráveis como a quantidade embarcada também aumentou.
Ao todo, 30,7 mil toneladas de glicerina foram despachadas pelos portos brasileiros. Isso é 9,8% mais do que em agosto.
Crescimento ambivalente
O salto se deve exclusivamente ao glicerol bruto cujas vendas internacionais saltaram de 21,2 em agosto para mais de 25 mil toneladas agora – 18,1% de crescimento em somente um mês. Um avanço que fica ainda mais impressionante se comparado com o resultado de um ano atrás quando as vendas externas do produto foram de apenas 16,5 mil toneladas.
O preço médio do produto bruto – que, grosso modo, equivale à glicerina que sai diretamente das usinas de biodiesel – no mês de setembro foi de US$ 274,85 por tonelada. Tivemos uma alta de 5,4% sobre o mês anterior o que confirma o 13º mês consecutivo de fortalecimento do mercado.
Em termos de cotações, esse foi o melhor mês para o produto desde julho de 2014.
Já a glicerina destilada teve um resultado mais ambivalente. O volume embarcado foi de 5,7 mil toneladas o que representa uma queda de 16,1% de um mês para outro – embora em relação a setembro de 2016 o crescimento se aproxime dos 18,8%. Com isso, o valor recebido ficou 11,9% menor totalizando US$ 3,4 milhões.
A cotação média, no entanto, foi de US$ 606,78 por tonelada o que representa um avanço de 4,9%. Também foi o melhor preço pago no produto desde meados de 2014.
Compradores
A China continua sendo o melhor comprador da glicerina brasileira. O país asiático absorveu 18,1 mil toneladas – 59,1% do total – das vendas nacionais de setembro.
A maior parte do volume importado pelos chineses – 17,9 mil toneladas –, no entanto, é que glicerina bruta.
Já no caso da glicerina destilada, a Rússia é nosso principal cliente. Foram 2,84 mil toneladas – 82,3% do total – exportadas em setembro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com