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Exportação de glicerina deu um passo atrás em novembro

Embora o volume exportado tenha caído em praticamente um quarto em novembro, melhoria nas cotações do coproduto garantiram bom faturamento para o setor.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Depois de baterem – mais um – recorde no mês de outubro, as exportações de glicerina deram um passo atrás e fecharam novembro com uma contração de praticamente um quarto no volume embarcado. A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (05) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que atualizou os dados sobre o comércio exterior.

Depois de baterem – mais um – recorde no mês de outubro, as exportações de glicerina deram um passo atrás e fecharam novembro com uma contração de praticamente um quarto no volume embarcado. A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (05) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que atualizou os dados sobre o comércio exterior.

Ao todo, as vendas externas do principal coproduto da indústria do biodiesel totalizaram 24,4 milhares de toneladas – 24,5% menos que as 32,3 mil toneladas do mês anterior. Foram 19,3 mil toneladas de glicerina bruta e cerca de 5,1 milhares de toneladas de glicerina destilada.

Essa queda, no entanto, aparece apenas no curto prazo. Na comparação com novembro de 2016, o mercado ainda opera com margem positiva de 14,5% mostrando que a demanda prossegue robusta.

Até agora, as exportações somam 273,7 milhares de toneladas – 219,2 de glicerina bruta e 54,5 do produto destilado – um crescimento de 10,7% sobre o mesmo periodo de 2016.

Recorde anual?

O recorde anual ainda não está garantido. Em 2015, as exportações chegaram perto de 304 milhares de toneladas. Seria necessário exportar mais do que 30,3 milhares de toneladas em dezembro para superar essa marca – esse nível de exportação mensal só foi atingido em apenas cinco de 251 registros.

Mas se o recorde de quantidade exportada parece difícil, o de faturamento já está garantido. Até agora, as contas externas brasileiras ganharam um reforço US$ 88,2 milhões graças à glicerina superando em 14,1% o recorde de 2015 que havia sido de US$ 77,2 milhões

Essa alta reflete a melhoria nos preços pagos pelo mercado internacional pelo produto brasileiro.



Em novembro, a tonelada de glicerina bruta foi remunerada em US$ 378,84. Essa foi a 16ª alta consecutiva na cotação e é o maior valor registrado para o coproduto desde novembro de 2013. Na comparação com novembro passado, a alta chega a impressionantes 150%.

Já a glicerina destilada teve um salto menos exuberante com pouco mais 50% de avanço nas cotações. Em novembro, a tonelada da glicerina destilada foi negociada por US$ 743,87. Também nesse caso, temos a maior cotação desde o final de 2013.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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