Exportações do coproduto da indústria de biodiesel totalizaram US$ 103 milhões ao longo do ano passado.
O Brasil exportou glicerina como nunca em 2017. Segundo dados publicados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços o país encerrou o ano com 304,6 mil toneladas do principal coproduto da produção de biodiesel embarcadas e um faturamento de praticamente US$ 103 milhões. Em ambos os casos, os números são recordes.
O Brasil exportou glicerina como nunca em 2017. Segundo dados publicados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços o país encerrou o ano com 304,6 mil toneladas do principal coproduto da produção de biodiesel embarcadas e um faturamento de praticamente US$ 103 milhões. Em ambos os casos, os números são recordes.
O primeiro desses recordes – volume – nem chega a ser assim tão empolgante. Em 2015, os embarques haviam sido de 304 mil toneladas. O recorde de 2017, portanto, representa um crescimento de parcos 0,2% sobre a marca anterior.
Até agora, no entanto, o resultado de 2015 havia sido um caso isolado. No ano passado, as exportações de glicerina recuaram somando 270,2 mil toneladas, mais ou menos em linha com o valor que havia sido embarcado em 2014. A volta ao patamar superior pode indicar que a demanda pelo produto brasileiro está entrando numa nova etapa.
Em termos de composição das vendas, 2017 não trouxe maiores novidades. No ano passado, a glicerina bruta representou 80,2% do volume exportado. Já o produto destilado de maior valor agregado ficou com 19,8% dos embarques.
Essa distribuição se sustentando mais ou menos nesse mesmo nível desde 2015. Antes disso, a glicerina bruta tipicamente ficava com bem mais de 90% do mercado de exportação.
Faturamento
Se o volume exportado não chega a ser inédito, em termos de faturamento com as vendas externas de glicerina o ano passado surpreendeu. Com ganhos de US$ 103 milhões, 2017 simplesmente pulverizou o recorde anterior.
Em 2015, as exportações haviam passado um pouco de US$ 77,2 milhões. O novo recorde ultrapassa o antigo por uma robusta margem de 33%. Esse crescimento foi puxado principalmente à recuperação nas cotações do produto ao longo deste ano encerrando uma tendência de queda nos preços que vinha se sustentando desde 2013.
Em dezembro, o preço médio da tonelada da glicerina bruta subiu pelo 17º mês consecutivo ficando em US$ 397,69. Esse foi o maior valor mensal para o produto desde junho de 2008.
Do começo até o final do ano passado, a glicerina bruta se valorizou mais de 140%.
Já a glicerina destilada fechou o ano valendo US$ 818,68. Foi a 12ª alta consecutiva e o maior valor desde dezembro de 2013. A valorização ao longo do ano chegou a 70,7%
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O Brasil exportou glicerina como nunca em 2017. Segundo dados publicados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços o país encerrou o ano com 304,6 mil toneladas do principal coproduto da produção de biodiesel embarcadas e um faturamento de praticamente US$ 103 milhões. Em ambos os casos, os números são recordes.
O primeiro desses recordes – volume – nem chega a ser assim tão empolgante. Em 2015, os embarques haviam sido de 304 mil toneladas. O recorde de 2017, portanto, representa um crescimento de parcos 0,2% sobre a marca anterior.
Até agora, no entanto, o resultado de 2015 havia sido um caso isolado. No ano passado, as exportações de glicerina recuaram somando 270,2 mil toneladas, mais ou menos em linha com o valor que havia sido embarcado em 2014. A volta ao patamar superior pode indicar que a demanda pelo produto brasileiro está entrando numa nova etapa.
Em termos de composição das vendas, 2017 não trouxe maiores novidades. No ano passado, a glicerina bruta representou 80,2% do volume exportado. Já o produto destilado de maior valor agregado ficou com 19,8% dos embarques.
Essa distribuição se sustentando mais ou menos nesse mesmo nível desde 2015. Antes disso, a glicerina bruta tipicamente ficava com bem mais de 90% do mercado de exportação.
Faturamento
Se o volume exportado não chega a ser inédito, em termos de faturamento com as vendas externas de glicerina o ano passado surpreendeu. Com ganhos de US$ 103 milhões, 2017 simplesmente pulverizou o recorde anterior.
Em 2015, as exportações haviam passado um pouco de US$ 77,2 milhões. O novo recorde ultrapassa o antigo por uma robusta margem de 33%. Esse crescimento foi puxado principalmente à recuperação nas cotações do produto ao longo deste ano encerrando uma tendência de queda nos preços que vinha se sustentando desde 2013.
Em dezembro, o preço médio da tonelada da glicerina bruta subiu pelo 17º mês consecutivo ficando em US$ 397,69. Esse foi o maior valor mensal para o produto desde junho de 2008.
Do começo até o final do ano passado, a glicerina bruta se valorizou mais de 140%.
Já a glicerina destilada fechou o ano valendo US$ 818,68. Foi a 12ª alta consecutiva e o maior valor desde dezembro de 2013. A valorização ao longo do ano chegou a 70,7%
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com