Volume foi o maior registrado já registrado para o periodo e o segundo maior da história
As exportações brasileiras de glicerina estão se saindo muito bem em 2018. Somados os primeiros seis meses dos anos, os embarques do coproduto da indústria de biodiesel já passam das 166,5 mil toneladas de acordo com dados oficiais divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
As exportações brasileiras de glicerina estão se saindo muito bem em 2018. Somados os primeiros seis meses dos anos, os embarques do coproduto da indústria de biodiesel já passam das 166,5 mil toneladas de acordo com dados oficiais divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
Em termos volumétricos trata-se de um novo recorde para o período superando o desempenho do primeiro semestre de 2015 – 159,2 mil toneladas – por uma margem de 4,6%.
Também é o segundo melhor resultado semestral da história, atrás somente do segundo semestre do ano passado quando as exportações atingiram 169,8 mil toneladas. No entanto, vale destacar que, tipicamente, o volume exportado é maior no segundo semestre – desde a implementação do B5 no ano de 2010, apenas em 2015 os embarques entre janeiro e junho ficaram acima dos realizados entre julho e dezembro. Tudo parece apontar, portanto, que teremos um novo recorde de exportação.
A glicerina bruta continua sendo o principal produto de exportação brasileiro no segmento com 80,4% de participação no total – 133,9 milhares de toneladas. Os outros 19,6% ou 32,6 milhares de toneladas são de glicerina destilada.
Essa composição do mercado vem se repetindo com variações mínimas desde 2015. Antes disso, o produto em estado bruto representava a quase totalidade das exportações.
Junho
Olhando apenas para os números do mês de junho, tivemos 29,9 mil toneladas de glicerina exportada dos quais 23,3 foram de glicerina bruta e 6,6 mil toneladas foram do produto destilado.
O volume embarcado foi cerca de 21,2% maior do que no mês de maio se reaproximando do recorde de abril quando as exportações atingiram a marca de 35,4 mil toneladas.
No mês passado, a glicerina brasileira chegou a 30 países. A maior compradora do produto nacional foi – de longe – a China com 21,8 mil toneladas. Isso dá mais de 73% dos embarques do período.
Faturamento
Apesar do bom desempenho do mercado em termos de volume exportado, no caso do faturamento a situação pode ser um pouco mais complexa.
No total, tivemos um faturamento de US$ 84,4 milhões no semestre. Esse é maior valor semestral já apurado com vendas de glicerina superando o recorde anterior – US$ 65 milhões no 2º semestre do ano passado – por uma margem quase 30%.
Antes de abrir sair comemorando, no entanto, vale olhar para o que está acontecendo com os preços pegos pela glicerina nos últimos meses. De fevereiro até agora, as cotações médias da tonelada da glicerina bruta caíram de US$ 451,24 para US$ 363,50 – cerca de 19,4%.
Para a glicerina destilada, a queda nos preços tem sido mais moderada. De março até agora, as perdas acumuladas já chegam a 14,3%.
A redução nas cotações responde ao aumento da oferta do coproduto no mercado internacional depois que o Brasil adotou o B10 em março. Da última vez que o Brasil avançou dois pontos percentuais na mistura obrigatória – a chegada do B6 e B7 em 2014 – as cotações também registraram quedas significativas com a tonelada da glicerina bruta ficando abaixo do patamar de US$ 200 por um periodo de 18 meses.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com