O volume exportado do principal coproduto da indústria de biodiesel superou a barreia das 400 mil toneladas pela primeira vez na história
As exportações brasileiras de glicerina fecharam mais um ano – o terceiro seguido – com recorde de embarques. Pelas contas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) um pouco mais de 406,4 mil toneladas do coproduto saíram do país ao longo do ano passado. O volume ficou cerca de 8,7% maior do que o que havia sido registrado em 2018.
As exportações brasileiras de glicerina fecharam mais um ano – o terceiro seguido – com recorde de embarques. Pelas contas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) um pouco mais de 406,4 mil toneladas do coproduto saíram do país ao longo do ano passado. O volume ficou cerca de 8,7% maior do que o que havia sido registrado em 2018.
Desde que o Brasil tornou a mistura de biodiesel obrigatória em 2008, as exportações de glicerina vêm crescendo ano a ano. A única falha nesse histórico aconteceu em 2016, quando os embarques recuaram cerca de 11,1%.
O produto brasileiro chegou a 66 países no ano passado. O principal comprador foi a China com 292,9 mil toneladas.
Destilada avança mais
O recorde foi puxado pelo aumento nas vendas de glicerina destilada que superaram a marca de 100 mil toneladas pela primeira vez na história. No total, a demanda internacional pelo produto de maior valor agregado foi de 122,7 mil toneladas, uma alta de quase 50% em relação ao ano anterior.
Indicativo de que a indústria de biodiesel atingiu um novo patamar de agregação de valor em seu principal coproduto. A glicerina destilada representou 30% das exportações brasileiras em 2019 depois de ter passado quatro anos variando dentro de uma faixa estreita entre 19% e 22%.
Se dependesse só da glicerina bruta, o recorde não teria sido batido. As exportações nesse segmento caíram 2,7% encerrando o ano em 283,7 mil toneladas.
Ganhos menores
Nem o volume maior exportado e nem a melhora no perfil das exportações brasileiras, contudo, garantiram um bom resultado no faturamento dos exportadores. No total, as vendas de glicerina renderam ao país US$ 100,9 milhões no ano passado.
O valor ficou 35,9% abaixo dos ganhos registrados em 2018. Ele perde também para os cerca de US$ 103 milhões arrecadados em 2017.
O motivo desse resultado substancialmente pior foi a continuidade no processo de baixa das cotações internacionais do produto. Os valores recebidos pelos exportadores brasileiros vêm caindo de forma razoavelmente consistente desde o final do primeiro trimestre de 2018.
Nos últimos 22 meses, os preços da glicerina destilada acumularam perdas superiores a 58,5% e fecharam o ano passado em US$ 382,76 por tonelada.
No caso da glicerina bruta, as perdas já passam de 61%. A boa notícia para esse segmento do mercado é que desde agosto passado os preços voltaram a encontrar sustentação. Nesses quatro meses, o valor pago pelos importadores aumentou 38% chegando a US$ 170,84 por tonelada em dezembro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com