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Brasil exportou 35,5 mil toneladas de glicerina em janeiro

Ganhos com as vendas externas do principal coproduto da indústria de biodiesel foram os menores em quase um ano e meio

BiodieselBR.com 3 min de leitura

O ano de 2020 começou com o mercado de glicerina mais tímido do que no ano passado. Na comparação entre janeiro de 2019 e de 2020, as exportações do principal coproduto da indústria do biodiesel recuaram cerca de 9,4% em relação. A informação faz parte da atualização mais recente dos números do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) sobre o balanço de importações e exportações do país.

Segundo as estatísticas divulgadas, os embarques feitos no primeiro mês do ano passaram um pouco da marca de 35,5 milhares de toneladas. Um ano antes o montante superava os 39,2 milhares de toneladas.

O ano de 2020 começou com o mercado de glicerina mais tímido do que no ano passado. Na comparação entre janeiro de 2019 e de 2020, as exportações do principal coproduto da indústria do biodiesel recuaram cerca de 9,4% em relação. A informação faz parte da atualização mais recente dos números do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) sobre o balanço de importações e exportações do país.

Segundo as estatísticas divulgadas, os embarques feitos no primeiro mês do ano passaram um pouco da marca de 35,5 milhares de toneladas. Um ano antes o montante superava os 39,2 milhares de toneladas.

A retração nas vendas afetou sobretudo o mercado de glicerina refinada. As vendas externas no segmento de maior valor agregado caíram quase mais de um quinto, indo de 11,5 mil toneladas em janeiro de 2019 para 9,2 mil toneladas agora.

Perto deste resultado, o segmento de glicerina bruta se saiu bem melhor, com um recuo para 26,3 milhares de toneladas. A queda em relação ao mesmo período de 2019 foi de módicos 4,9%.

Generalizada

A retração na demanda pela glicerina brasileira foi generalizada.

Nosso maior cliente – a China – reduziu suas compras em 7,7% ficando com 25,5 mil toneladas dos embarques. As vendas para o restante do mundo, no entanto, caíram quase o dobro disso – 13,5% – indo de 11,6 para 10 mil toneladas.

Isso apesar do número de compradores ter aumentado substancialmente. No total, 41 países receberam carregamentos de glicerina brasileira em janeiro, sete destinos a mais do que em janeiro de 2019.

Menos lucrativas

O negócio também está menos lucrativo. As exportações renderam US$ 7 milhões – aproximadamente R$ 30,2 milhões pelo câmbio desta segunda-feira.

 

 

O valor é quase metade – 47,8% inferior – ao do ano passado. Em janeiro de 2019, as exportações de glicerina acrescentaram quase US$ 6,2 milhões às contas do país.

 

 

Além da queda no volume vendido, os preços internacionais da glicerina não têm ajudado. As cotações do produto vêm caindo de forma consistente há quase dois anos e o processo parece ainda não estar encerrado.

Depois de agosto do ano passado, o mercado chegou a ensaiar uma reação com os preços voltando a ganhar sustentação. A retomada teve vida curta. Em outubro, os preços da glicerina destilada voltaram a cair. No caso da glicerina bruta o mercado se manteve em alta até dezembro, revertendo somente em janeiro.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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