Volume do coproduto exportado recuou um pouco menos que 35% em relação ao mês anterior
Depois do recorde do mês passado – quando o país superou, pela primeira vez, a marca de 50 mil toneladas –, as exportações de glicerina voltaram à normalidade. Segundo os números do Ministério da Economia, os embarques no mês passado foram de 33,9 mil toneladas.
Embora seja uma redução de 35% em relação ao mês anterior, as vendas externas tiveram um crescimento de 33,5% sobre a resultado apurado em setembro do ano anterior.
Depois do recorde do mês passado – quando o país superou, pela primeira vez, a marca de 50 mil toneladas –, as exportações de glicerina voltaram à normalidade. Segundo os números do Ministério da Economia, os embarques no mês passado foram de 33,9 mil toneladas.
Embora seja uma redução de 35% em relação ao mês anterior, as vendas externas tiveram um crescimento de 33,5% sobre a resultado apurado em setembro do ano anterior.
A maior contração aconteceu no segmento da glicerina bruta – aquela que sai diretamente das usinas de biodiesel. Nesse segmento, as exportações de setembro foram de 22,2 mil toneladas, aumento de 24,8% em relação ao mesmo periodo de 2019. Já a glicerina destilada teve exportação de 11,7 mil toneladas o que representa um aumento de mais de 53,8%.
Com esse movimento, o produto destilado representou 34,6% do total exportado.
Faturamento
O valor apurado com as vendas externas foi de US$ 8,95 milhões – cerca de R$ 49,6 milhões pelo câmbio desta sexta-feira (09) –, contração de 35,4% em relação aos US$ 13,8 milhões do mês passado.
Ainda assim, houve aumento de 58,4% em relação aos ganhos do ano passado. A comparação, contudo, parte de uma base relativamente fraca. As exportações de glicerina em setembro de 2019 tiveram o menor resultado financeiro desde fevereiro de 2017.
Divergentes
Os preços pagos pelos compradores do produto brasileiro caminharam em direções contraditórias em setembro.
Enquanto a glicerina destilada teve uma ligeira valorização – menor que 3,2% – encerrando o mês cotada a US$ 423,63 por toneladas; a glicerina bruta teve mais uma contração importante. Os US$ 178,70 por tonelada de setembro foram 12% a menores que no mês anterior.
Destino
Com compras de quase 20,4 mil toneladas de glicerina brasileira – 16 mil toneladas do produto bruto e 4,37 mil toneladas destilada – a China foi nossa principal cliente. O país asiático pagou US$ 4,42 milhões.
O Rio Grande do Sul foi o principal ponto de origem dessa glicerina, o estado respondeu por 11,9 mil toneladas do produto exportado que saiu principalmente pelo Porto de Santos.
Ao todo, a glicerina brasileira chegou a 39 destinos em setembro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com