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Brasil bate recorde anual de exportação de glicerina

O ano de 2015 encerrou com um novo recorde de exportação de glicerina pelo Brasil. As vendas do principal coproduto do biodiesel subiu 26,3%.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
O ano de 2015 encerrou com um novo recorde de exportação de glicerina pelo Brasil: ao longo dos últimos 12 meses, as vendas do principal coproduto da indústria do biodiesel avançou 26,3%. Desde o lançamento do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) no final de 2004, não houve um único ano que não se encerrasse com um novo recorde nesse mercado.

O ano de 2015 encerrou com um novo recorde de exportação de glicerina pelo Brasil: ao longo dos últimos 12 meses praticamente 304 mil toneladas foram embarcadas com destino ao exterior. Desde o lançamento do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) no final de 2004, não houve um único ano que não se encerrasse com um novo recorde nesse mercado.

De 2014 para 2015 o salto no volume embarcado foi de impressionantes 26,3%. Um resultado que, certamente, foi turbinado pela chegada do B7 em novembro de 2014.

O grosso desse volume teve a China como destino. Em 2015, 240 mil toneladas de glicerina brasileira tiveram o país asiático como destino, uma evolução de 22,5% sobre o volume absorvido pelos chineses um ano antes.

Em termos de valor, as vendas de glicerina somaram US$ 77,2 milhões. Também um recorde, só que, nesse caso, o crescimento for bem mais modesto. Superamos o faturamento de 2014 por apenas 4%. Isso porque, em ano de 2015, as cotações da glicerina estavam muito mais baixas.

Na média anual a glicerina bruta foi negociada a US$ 206,41 a tonelada, um recuo de 25% em relação ao ano anterior e a pior cotação desde 2010. Já a glicerina bidestilada se saiu melhor com um recuo de 16% em relação às cotações médias de 2014 para fechar 2015 valendo US$ 456,11.

Mesmo assim, essa foi uma baixa história. A única vez em que a glicerina bidestilada valeu tão pouco foi em 2006 – ano em que a média ficou em US$ 442,34.

Bidestilada

Outra novidade importante foi o aprofundamento de uma tendência iniciada no ano passado de aumento na participação da glicerina bidestilada nas exportações do segmento.

Desde o lançamento da mistura obrigatória em 2008, a glicerina bruta – que é aquela que sai dos reatores junto com o biodiesel praticamente sem tirar nem pôr – compunha a quase totalidade das exportações com uma participação que flutuava ente 97,4% e 99%.

Em 2014, a glicerina destilada deu um salto e chegou a 12,5% do volume exportado. No ano passado, o salto foi menor, mas ainda significativo, e 19,1% das exportações foram da variedade de maior valor agregado. Isso ajudou a evitar uma queda maior no faturamento do setor.



Dezembro

Se olharmos apenas para o mês de dezembro, o quadro fica um pouco menos animador. O mês fechou com vendas de 19,1 mil toneladas, 19% menos que em novembro sobre novembro. As exportações de glicerina bruta somaram 15,5 mil toneladas (-20%) e as de glicerina bidestilada caíram para 3,6 mil toneladas (-16%)

Além disso as cotações também recuaram em 8% para a glicerina bruta que foi remunerada em US$ 169,25 em média. Ao passo que o produto destilado recebia US$ 390,41 – cerca de 9% menos que em novembro.

O resultado foi um faturamento de US$ 4 milhões – US$ 2,6 para o produto bruto e US$ 1,4 para o de maior valor –, um resultado 26% mais magro na comparação com novembro.

Acumulado

Nesses 11 anos desde o lançamento do PNPB já foram embarcados 1,3 milhão de toneladas de glicerina para fora do país. O crescimento nas vendas anuais brasileiras do principal coproduto do biodiesel entre 2005 e 2015 chega em de impressionantes 1.110%.

O faturamento já ultrapassa a marca de US$ 360 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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