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Proposta mira aumento da oferta de CBios do biodiesel e etanol de milho

Grupo liderado por ex-diretor da ANP está costurando proposta junto com entidades do setor produtivo

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Uma iniciativa que está sendo encabeçada pelo ex-diretor da ANP, Aurélio Amaral, e o sócio-fundador da Green Domus, Felipe Bottini, tem potencial para aumentar substancialmente a oferta de Créditos de Descarbonização (CBios). Ele está tentando costurar uma proposta para destravar a emissão de títulos de usinas que fabricam biocombustíveis a partir de grãos – especialmente biodiesel de soja e etanol de milho.

Hoje, esses fabricantes enfrentam sérios obstáculos na hora de certificar sua produção dentro do RenovaBio. Ao contrário da cana-de-açúcar cuja produção tende a se concentrar em torno das usinas, cadeia de grãos é muito mais pulverizada envolvendo dezenas de milhares de produtores individuais. Essa complexidade somada ao fato de que muitos processadores se sentem reticentes sobre abrir informações a respeito e seus fornecedores dificulta que as usinas comprovem que seus biocombustíveis atendem às regras de eligibilidade do RenovaBio.

Uma iniciativa que está sendo encabeçada pelo ex-diretor da ANP, Aurélio Amaral, e o sócio-fundador da Green Domus, Felipe Bottini, tem potencial para aumentar substancialmente a oferta de Créditos de Descarbonização (CBios). Ele está tentando costurar uma proposta para destravar a emissão de títulos de usinas que fabricam biocombustíveis a partir de grãos – especialmente biodiesel de soja e etanol de milho.

Hoje, esses fabricantes enfrentam sérios obstáculos na hora de certificar sua produção dentro do RenovaBio. Ao contrário da cana-de-açúcar cuja produção tende a se concentrar em torno das usinas, cadeia de grãos é muito mais pulverizada envolvendo dezenas de milhares de produtores individuais. Essa complexidade somada ao fato de que muitos processadores se sentem reticentes sobre abrir informações a respeito e seus fornecedores dificulta que as usinas comprovem que seus biocombustíveis atendem às regras de eligibilidade do RenovaBio.

O resultado é que essas usinas acabam certificando frações relativamente pequenas de suas capacidades produtivas. Uma compilação dos números de todas as 23 usinas que já foram certificadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revela que, hoje, um pouco mais de um terço – 36,3% – do biodiesel está apto a emitir CBios. Segundo Felipe Bottini, as usinas de etanol de cana conseguem chegar perto de 89%.

Pelas contas de Felipe Bottini, se o desempenho do setor de biodiesel se aproximada mais do de etanol, ele conseguiria emitir 6 milhões de CBios a mais. São R$ 193,2 milhões a menos para o setor se consideramos o preço médio pelo qual esses títulos vinham sendo negociados na B3 ao longo da semana passada – R$ 32,21 “O que está ficando fora da mesa, chega a ser maior do que o que está entrando”, pontua.

Amarração

Embora faça suspense sobre o funcionamento do novo mecanismo que estão propondo para resolver o impasse. Aurélio Amaral informa que “tecnicamente a proposta está bem madura”, ainda faltaria, segundo ele, uma amarração com os representantes do setor produtivo para colocar a ideia na rua. “Imagino que dentro dos próximos 15 dias a gente tenha uma nota técnica”, antecipa acrescentando que as negociações estão em curso.

“Do ponto de vista técnico é uma proposta de ajuste para que o regramento atual do RenovaBio possa absorver características do setor para que as usinas possam emitir CBios que são legítimos”, finaliza Felipe.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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