Nova certificação traz nota ambiental ligeiramente inferior àquela que havia sido emitida em setembro passado
A Oleoplan acaba de renovar a certificação que garante que sua usina de Tomé-Açu (PA) possa participar do mercado de carbono do RenovaBio. O novo documento tem validade até 2027 e garante que a empresa possa emitir um teto de 361,8 mil CBios por ano. Esse montante tem valor de mercado pouco maior que R$ 30 milhões se for comercializado ao valor médio pelo qual os títulos estavam sendo negociados na B3 na última semana.
A nova certificação da usina de Tomé-Açu é um tanto inesperada. Primeiro, porque ela não seria realmente necessária; a certificação anterior da planta havia sido emitida em setembro do ano passado, o que garantia que ela continuasse válida até 2026.
Em segundo lugar, porque ela tem números ligeiramente inferiores. Por um lado, a fração da produção de Tomé-Açu que pode ser contabilizada para lastrear a emissão de CBios se manteve nos mesmos 58,3%. Por outro, a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) da planta caiu de 69,6 para 65 gCO2eq/MJ.
A Oleoplan acaba de renovar a certificação que garante que sua usina de Tomé-Açu (PA) possa participar do mercado de carbono do RenovaBio. O novo documento tem validade até 2027 e garante que a empresa possa emitir um teto de 361,8 mil CBios por ano. Esse montante tem valor de mercado pouco maior que R$ 30 milhões se for comercializado ao valor médio pelo qual os títulos estavam sendo negociados na B3 na última semana.
A nova certificação da usina de Tomé-Açu é um tanto inesperada. Primeiro, porque ela não seria realmente necessária; a certificação anterior da planta havia sido emitida em setembro do ano passado, o que garantia que ela continuasse válida até 2026.
Em segundo lugar, porque ela tem números ligeiramente inferiores. Por um lado, a fração da produção de Tomé-Açu que pode ser contabilizada para lastrear a emissão de CBios se manteve nos mesmos 58,3%. Por outro, a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) da planta caiu de 69,6 para 65 gCO2eq/MJ.
Isso reduziu o teto de emissões da usina em 9.169 CBios, com um valor de mercado de R$ 760,6 mil.
Somando todas as quatro usinas da Oleoplan – Tomé-Açu (PA), Veranópolis (RS), Cacoal (RO) e Iraquara (BA) –, o grupo pode ofertar até 1,94 milhão de CBios, com valor de mercado de R$ 161,4 milhões. Essa quantidade de títulos corresponde a 17% da capacidade de geração de CBios do setor de biodiesel.
A Oleoplan é superada pela Olfar, cujas certificações permitem a emissão de mais de 2,33 milhões de CBios ao ano.
Biopower
Além da renovação da usina da Oleoplan, a Biopower – braço de biocombustíveis do Grupo JBS – também está se movendo no mercado de CBios. A empresa acaba de colocar em consulta pública a nova certificação de sua planta em Campo Verde (MT).
Se for aprovada como está, a usina mato-grossense poderá vender até 148,9 mil CBios por ano, o que poderá colocar perto de R$ 16 milhões a mais no caixa da Biopower.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com