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Caibiense abre consulta pública para certificação no RenovaBio

Usina mato-grossense está entre as menores do setor de biodiesel

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Mais um fabricante de biodiesel está se preparando para aderir ao RenovaBio. Na tarde de ontem (24), a Green Domus disponibilizou para consulta os dados da usina de biodiesel da Caibiense em Rondonópolis. A consulta pública é uma das últimas etapas no processo de certificação de um fabricante de biocombustíveis.

Embora o biodiesel da Caibiense tenha bom desempenho ambiental com uma Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de 80,1 gCO2eq/MJ – entre os fabricantes que completaram o processo de certificação a melhor nota é da BSBios de Passo Fundo (RS) com 81,3 gCO2eq/MJ. A fração elegível, no entanto, ficou abaixo dos 19%.

Mais um fabricante de biodiesel está se preparando para aderir ao RenovaBio. Na tarde de ontem (24), a Green Domus disponibilizou para consulta os dados da usina de biodiesel da Caibiense em Rondonópolis. A consulta pública é uma das últimas etapas no processo de certificação de um fabricante de biocombustíveis.

Embora o biodiesel da Caibiense tenha bom desempenho ambiental com uma Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de 80,1 gCO2eq/MJ – entre os fabricantes que completaram o processo de certificação a melhor nota é da BSBios de Passo Fundo (RS) com 81,3 gCO2eq/MJ. A fração elegível, no entanto, ficou abaixo dos 19%.

São números que que permitiriam que a empresa emitisse até 18,1 mil CBios por ano. Ao preço médio apurado na semana passada – R$ 32,15 –, esses títulos renderiam à Caibiense cerca de R$ 587,7 mil.

Pequeno porte

A Caibiense não está entre os maiores nomes do setor. Com capacidade para fabricar 36 mil m³ de biodiesel por ano, a usina mato-grossense ocupa a 44ª posição entre os 53 fabricantes de biodiesel autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Essa situação pode mudar bastante nos próximos meses. Em julho passado, a empresa solicitou à ANP a ampliação de sua capacidade instalada para 90 mil m³. Isso a colocaria na 36ª posição do ranking de fabricantes empatada com a Unibras de Floriano (PI).

Apesar do porte modesto, o Caibiense tem demonstrado resiliência. Mesmo que tenha reduzi os volumes de biodiesel fabricados entre 2013 e 2017, a usina nunca chegou a ficar completamente inativa nesses anos todos. Ao longo de 2020, ela fabricou 16,1 mil m³ de biodiesel.

Entre as usinas de biodiesel que já estão certificadas e as que ainda estão em consulta, a capacidade de emissão de CBios da Caibiense seria a menor. Hoje, a lanterna no mercado é da Bocchi cuja usina de Muitos Capões (RS) pode colocar até 72,6 mil títulos no mercado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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