Quem precisa acompanhar os leilões de biodiesel sabe muito bem que eles têm a exasperante mania de avançar madrugada adentro. Em parte, isso acontece porque as regras atuais fazem com que a disputa ocorra a conta gotas.
Quem precisa acompanhar os leilões de biodiesel sabe muito bem que eles têm a exasperante mania de avançar madrugada adentro. Em parte, isso acontece porque as regras atuais fazem com que a disputa ocorra a conta gotas.
Uma das maiores dificuldades está em como a recompra do biodiesel é feita em módicos incrementos de R$ 5 por metro cúbico. Trocando em miúdos: se a distribuidora A oferecer R$ 2.000,00 no m³ num lote de, digamos, um milhão de litros; basta a distribuidora B oferecer R$ 2.005,00 que esse volume passará a ser seu. Se a distribuidora A continuar interessada, ela, por sua vez, pode fazer um lance de R$ 2.010,00.
E assim por diante até que uma delas desista.
Portaria
Se os incrementos pudessem ser maiores do que R$ 5, a disputa seria mais ágil e, consequentemente, mais curta. A Petrobras, inclusive, já expressou interesse em caminhar nessa direção, contudo, entra leilão e sai leilão e a mudança não vem.
BiodieselBR.com apurou junto à equipe da estação responsável pela organização dos leilões que a trava está na Portaria MME 276/2012 que determina os incrementos sejam “múltiplos de cinco reais”.
Veja o que diz o texto da portaria:
VI - na hipótese de a necessidade e o interesse dos clientes serem superiores ao volume da oferta individual, será(ão) ganhador(es) o(s) cliente(s) que apresentar(em) o maior preço, observados lances com múltiplos de cinco Reais por metro cúbico;
Evidentemente que ainda seria possível aumentar os incrementos para R$ 10 – também um múltiplo de cinco – e atender ao texto da portaria com leilões que durariam mais ou menos a metade do tempo. Mas isso esbarra na ANP que defende uma leitura mais “literal” da regra.
“O MME e a ANP estão cientes, e de acordo, [com nosso] interesse em aumentar para [os incrementos mínimos para] R$ 10, mas enquanto não mudarem na legislação não há o que a Petrobras ou a ANP possam fazer”, resumiu a equipe da estatal à reportagem de BiodieselBR.com.
A bola está nas mãos do MME.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Quem precisa acompanhar os leilões de biodiesel sabe muito bem que eles têm a exasperante mania de avançar madrugada adentro. Em parte, isso acontece porque as regras atuais fazem com que a disputa ocorra a conta gotas.
Uma das maiores dificuldades está em como a recompra do biodiesel é feita em módicos incrementos de R$ 5 por metro cúbico. Trocando em miúdos: se a distribuidora A oferecer R$ 2.000,00 no m³ num lote de, digamos, um milhão de litros; basta a distribuidora B oferecer R$ 2.005,00 que esse volume passará a ser seu. Se a distribuidora A continuar interessada, ela, por sua vez, pode fazer um lance de R$ 2.010,00.
E assim por diante até que uma delas desista.
Portaria
Se os incrementos pudessem ser maiores do que R$ 5, a disputa seria mais ágil e, consequentemente, mais curta. A Petrobras, inclusive, já expressou interesse em caminhar nessa direção, contudo, entra leilão e sai leilão e a mudança não vem.
BiodieselBR.com apurou junto à equipe da estação responsável pela organização dos leilões que a trava está na Portaria MME 276/2012 que determina os incrementos sejam “múltiplos de cinco reais”.
Veja o que diz o texto da portaria:
VI - na hipótese de a necessidade e o interesse dos clientes serem superiores ao volume da oferta individual, será(ão) ganhador(es) o(s) cliente(s) que apresentar(em) o maior preço, observados lances com múltiplos de cinco Reais por metro cúbico;
Evidentemente que ainda seria possível aumentar os incrementos para R$ 10 – também um múltiplo de cinco – e atender ao texto da portaria com leilões que durariam mais ou menos a metade do tempo. Mas isso esbarra na ANP que defende uma leitura mais “literal” da regra.
“O MME e a ANP estão cientes, e de acordo, [com nosso] interesse em aumentar para [os incrementos mínimos para] R$ 10, mas enquanto não mudarem na legislação não há o que a Petrobras ou a ANP possam fazer”, resumiu a equipe da estatal à reportagem de BiodieselBR.com.
A bola está nas mãos do MME.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com