A falta de vendas do primeiro leilão de biodiesel para o mercado autorizativo deixou no ar uma dúvida importante: o que acontece com os projetos de mistura autorizativa que já estão em andamento? Representantes da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) estiveram ontem (11) na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para cobrar uma resposta rápida.
A falta de vendas do primeiro leilão de biodiesel para o mercado autorizativo deixou no ar uma dúvida importante: o que acontece com os projetos de mistura autorizativa que já estão em andamento? Representantes da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) estiveram ontem (11) na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para cobrar uma resposta rápida.
“Foi uma audiência para tentar resolver esse problema imediato. A gente pediu que eles encontrem uma solução mesmo que apenas temporária”, disse a reportagem de BiodieselBr.com o superintendente da Aprobio, Julio Cesar Minelli. “Desde que saiu o edital para o L47, a gente já vinha colocando que deveriam ter condições especiais para que não houvesse descontinuidade nos programas [de mistura autorizativa] que já estivessem em andamento”, completa.
O receio dos fabricantes representados pela associação é que projetos que já estejam em funcionamento precisem ser paralisados em função do novo marco regulatório que centraliza nos leilões as vendas de biodiesel para o uso em projetos que preveem misturas superiores ao B7. É o caso, por exemplo, da chamada Linha Verde em Curitiba (PR) que, desde 2009, vem rodando abastecida com misturas maiores de biodiesel fornecido pela BSBios.
MME
Enquanto a Aprobio e a ANP negociam uma solução para esse problema mais pontual, no dia 01 de março o setor como um todo vai se reunir com o Ministério de Minas e Energia (MME) para falar sobre o futuro do mercado autorizativo.
“Esse novo marco legal [do autorizativo] vai precisar de alguns ajustes para termos um aperfeiçoamento deste mercado”, adianta Minelli.
Um dos problemas está no fato de que, ao contrário do mercado compulsório, projetos envolvendo misturas autorizativas pressupõem o envolvimento dos consumidores finais. Isso obriga usinas e distribuidoras a irem a campo para tentar convencer os clientes em potencial a usarem um novo combustível. O problema que deixa muitas usinas ressabiadas é que, na hora do leilão, algum concorrente acabe colhendo os louros de seu trabalho.
“É muito difícil fazer com que um acordo tripartite entre usina, distribuidora e cliente final funcionar dentro dos leilões porque há muitas variáveis em jogo. Isso dificulta o desenvolvimento desse tipo de projeto”, explica Minelli. “Se o produtor quer vender, a distribuidora coloca sua margem e o consumidor aceita o preço final, por que precisamos submeter esse acordo aos leilões?”, questiona.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A falta de vendas do primeiro leilão de biodiesel para o mercado autorizativo deixou no ar uma dúvida importante: o que acontece com os projetos de mistura autorizativa que já estão em andamento? Representantes da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) estiveram ontem (11) na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para cobrar uma resposta rápida.
“Foi uma audiência para tentar resolver esse problema imediato. A gente pediu que eles encontrem uma solução mesmo que apenas temporária”, disse a reportagem de BiodieselBr.com o superintendente da Aprobio, Julio Cesar Minelli. “Desde que saiu o edital para o L47, a gente já vinha colocando que deveriam ter condições especiais para que não houvesse descontinuidade nos programas [de mistura autorizativa] que já estivessem em andamento”, completa.
O receio dos fabricantes representados pela associação é que projetos que já estejam em funcionamento precisem ser paralisados em função do novo marco regulatório que centraliza nos leilões as vendas de biodiesel para o uso em projetos que preveem misturas superiores ao B7. É o caso, por exemplo, da chamada Linha Verde em Curitiba (PR) que, desde 2009, vem rodando abastecida com misturas maiores de biodiesel fornecido pela BSBios.
MME
Enquanto a Aprobio e a ANP negociam uma solução para esse problema mais pontual, no dia 01 de março o setor como um todo vai se reunir com o Ministério de Minas e Energia (MME) para falar sobre o futuro do mercado autorizativo.
“Esse novo marco legal [do autorizativo] vai precisar de alguns ajustes para termos um aperfeiçoamento deste mercado”, adianta Minelli.
Um dos problemas está no fato de que, ao contrário do mercado compulsório, projetos envolvendo misturas autorizativas pressupõem o envolvimento dos consumidores finais. Isso obriga usinas e distribuidoras a irem a campo para tentar convencer os clientes em potencial a usarem um novo combustível. O problema que deixa muitas usinas ressabiadas é que, na hora do leilão, algum concorrente acabe colhendo os louros de seu trabalho.
“É muito difícil fazer com que um acordo tripartite entre usina, distribuidora e cliente final funcionar dentro dos leilões porque há muitas variáveis em jogo. Isso dificulta o desenvolvimento desse tipo de projeto”, explica Minelli. “Se o produtor quer vender, a distribuidora coloca sua margem e o consumidor aceita o preço final, por que precisamos submeter esse acordo aos leilões?”, questiona.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com