BiodieselBR
Publicidade

Setor de biocombustíveis se reúne com presidente Michel Temer

Na tarde de ontem (28), parlamentares e representates do setor de biocombustíveis tiveram audiência com o presidente Temer para pedir celeridade no Renovabio.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O setor de biocombustíveis está flexionando sua musculatura para fazer seus pleitos chegarem ao Palácio do Planalto. No começo da tarde de ontem (28), um grupo formado por legisladores ligados à quatro frentes parlamentares e fabricantes de biodiesel e etanol e parlamentares tiveram uma audiência com o presidente Michel Temer e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, no qual cobraram celeridade no encaminhamento do Renovabio – novo programa do governo federal para incentivar o segmento.

O setor de biocombustíveis está flexionando sua musculatura para fazer seus pleitos chegarem ao Palácio do Planalto. No começo da tarde de ontem (28), um grupo formado por legisladores ligados à quatro frentes parlamentares e fabricantes de biodiesel e etanol e parlamentares tiveram uma audiência com o presidente Michel Temer e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, no qual cobraram celeridade no encaminhamento do Renovabio – novo programa do governo federal para incentivar o segmento.

O setor quer a iniciativa seja introduzida por meio de uma Medida Provisória (MP) o que garantiria que o Renovabio entrasse em vigor de forma imediata. Durante o encontro, o grupo entregou a Padilha um documento conjunto com pleitos do setor. Além de afirmar que os setores de biodiesel e etanol “necessitam que o Renovabio se consolide rapidamente” para defender a apresentação via MP, o texto cobra a antecipação do B9 e do B10.

“Foi uma audiência muito produtiva”, empolga-se o presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (Frentebio), deputado federal Evandro Gussi. “O presidente Temer ficou muito sensibilizado tanto pela argumentação técnica que levamos a ele quanto pelo apoio político amplo que o setor de biocombustíveis atrai”, prossegue lembrando que o Brasil vem se tornando um importador estrutural de derivados do petróleo.

Segundo o diretor superintendente da Aprobio, Julio Minelli, embora a indústria tenha saído da audiência sem nenhuma promessa formal, os pleitos foram bem recebidos. “A receptividade [do governo] parece apontar no sentido [da edição de uma MP]. O presidente nos disse que chamaria os ministros das áreas relevantes para tomar uma decisão o mais rapidamente o possível”, disse acrescentando que o grupo saiu “bastante entusiasmado” com a acolhida que recebeu do Executivo.

Gussi ressaltou que o setor precisa urgentemente de um novo marco regulatório que dê conta de destravar o potencial da indústria de biocombustíveis para o Brasil. “O Renovabio poderia construir isso sem a necessidade de subsídios, mas premiando a meritocracia. Ele beneficiaria quem conseguir produzir mais e melhor. Por isso insistimos na apresentação via MP”, completa.

Café

A audiência aconteceu na sequência de um café da manhã que havia sido convocado com a Frentebio, a Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, a Frente Parlamentar Mista da Agropecuária e a Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos. O encontro foi viabilizado também graças ao apoio das associações do setor de biocombustíveis – Abiove, Aprobio e Ubrabio e a Unica.

O encontro conseguiu atrair 40 parlamentares e 170 autoridades e representantes do setor produtivo. “A presença de tantos parlamentares neste café da manhã mostra a importância dos biocombustíveis”, ressalta Donizete Tokarski, diretor superintendente da Ubrabio um dos idealizadores do evento.

Para o economista da Abiove, Daniel Furlan Amaral, o encontro consolidou o consenso sobre a importância do Renovabio para o futuro do setor. “As quatro frentes parlamentares vão trabalhar em conjunto para RenovaBio e vão passar a apoiar umas às outras também em suas pautas mais pontuais”, resumiu.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Compartilhar: