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Representantes da equipe de transição reafirmam compromisso com biodiesel

Arnoldo de Campos e Carlos Fávaro estiveram presentes em evento organizado pela Frente Parlamentar do Biodiesel

BiodieselBR.com 4 min de leitura

“Tudo é possível corrigir”, assegurou o senador Carlos Fávaro (PSD/MT) ao se referir à decisão manter a mistura em B10 durante os primeiros três meses do próximo ano que foi tomada ontem (21) pelo CNPE. O político mato-grossense que integra a equipe de transição para o futuro governo Lula participou na manhã de hoje do seminário “As Externalidades da Política Nacional de Biodiesel” organizado pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio) na Câmara dos Deputados.

Segundo Fávaro, o futuro governo vem se preparando para reverter uma série de medidas tomadas pelo governo Bolsonaro logo após a posse de Lula em 01 de janeiro e garantiu que – se não for possível outra solução – as decisões tomadas pelo CNPE poderão estar nesse primeiro ‘revogaço’.

“Governo [Lula] está comprometido com o pilar ambiental e nada melhor do que um combustível verde produzido internamente que está alicerçado em outro pilar que é o social”, elogiou. “Esse é grande programa que foi desenvolvido ao longo de 15 anos e que está acabando em apenas 4 anos. Não vamos deixar isso acontecer”, pontuou.

“Tudo é possível corrigir”, assegurou o senador Carlos Fávaro (PSD/MT) ao se referir à decisão manter a mistura em B10 durante os primeiros três meses do próximo ano que foi tomada ontem (21) pelo CNPE. O político mato-grossense que integra a equipe de transição para o futuro governo Lula participou na manhã de hoje do seminário “As Externalidades da Política Nacional de Biodiesel” organizado pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio) na Câmara dos Deputados.

Segundo Fávaro, o futuro governo vem se preparando para reverter uma série de medidas tomadas pelo governo Bolsonaro logo após a posse de Lula em 01 de janeiro e garantiu que – se não for possível outra solução – as decisões tomadas pelo CNPE poderão estar nesse primeiro ‘revogaço’.

“Governo [Lula] está comprometido com o pilar ambiental e nada melhor do que um combustível verde produzido internamente que está alicerçado em outro pilar que é o social”, elogiou. “Esse é grande programa que foi desenvolvido ao longo de 15 anos e que está acabando em apenas 4 anos. Não vamos deixar isso acontecer”, pontuou.

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A manutenção do B10 não foi a única má notícia que o CNPE deu ao setor de biodiesel. O conselho também confirmou que o mercado brasileiro será aberto às importações a partir da virada do ano e permitiu que o diesel verde e o diesel RX da Petrobras possam ser contados como parte do mandato de biodiesel. Em apenas uma tarde, o setor não só perdeu parte da demanda com a qual estava contando como também teve seu mercado escancarado para uma série de novos competidores externos.

Segundo o atual presidente da FPBio, deputado federal Pedro Lupion, foi uma guinada em relação às expectativas do setor. “Tínhamos uma sinalização contrária ou que foi aprovado no CNPE”, lamentou o parlamentar dizendo-se preocupado com os efeitos que as medidas terão sobre o setor. Se não conseguirmos solucionar [as mudanças] até o final de dezembro. Que sejam tomadas as medidas cabíveis [pelo próximo governo]”, disse antecipando que, no próximo ano, ele deverá se afastar da liderança da frente para abrir espaço para outro parlamentar mais alinhado com as políticas do futuro governo.

Transição

Além do senador Fávaro, a equipe de transição para o governo Lula também estava representada pelo ex-secretário de Segurança Alimentar, Arnoldo de Campos, que participou da equipe interministerial responsável pela concepção do programa nacional de biodiesel. “Em seis meses colocamos de pé toda a arquitetura do programa”, recordou-se apontando que essa estrutura permitiu que o Brasil se tornasse um dos maiores produtores de biodiesel do mundo “quase do dia para noite”.

O político também reforçou a mensagem que o biocombustível terá espaço no futuro governo uma vez que ele “dá respostas concretas” e contribui com as agendas ambiental e socioeconômica que Lula pretende implantar em seu novo mandato. “Vamos resgatar a previsibilidade e a estabilidade do programa de biodiesel e resgatar seus objetivos originais. (...) Vamos colocá-lo no rumo definido pelo Congresso que é o B15”, garantiu.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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