Candidato à vice-presidente pela chapa de Lula, recebeu documento com propostas do setor de biodiesel de representantes das entidades
“[O biodiesel] já deveria ser 15% na composição do diesel”, defendeu Geraldo Alckmin durante encontro com representantes das três principais entidades representativas do setor de biodiesel – Abiove, Aprobio e Ubrabio – que aconteceu ontem (12) no escritório da campanha na cidade de São Paulo. O ex-governador de São Paulo é candidato à vice-presidente pela chapa de Lula que, segundo as pesquisas mais recentes, é o favorito para vencer o pleito deste ano.
Elaborado em meados do mês passado pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio), o documento – chamado “Mensagem ao Futuro Governo” – lista principais as expectativas da indústria para o novo governo que vier a ser escolhido nas urnas pelos eleitores brasileiros.
Entre as medidas esperadas pelo setor estão a normalização da mistura obrigatória a partir de 01 de janeiro de 2023 e o avanço para o B15 em março que vem seguindo o cronograma que consta da Resolução 16/2018 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Atualmente, a mistura – que deveria ser de 14% – se encontra reduzida para 10% por determinação do governo federal como parte de uma série de medidas adotadas para tentar conter os preços do óleo diesel.
“[O biodiesel] já deveria ser 15% na composição do diesel”, defendeu Geraldo Alckmin durante encontro com representantes das três principais entidades representativas do setor de biodiesel – Abiove, Aprobio e Ubrabio – que aconteceu ontem (12) no escritório da campanha na cidade de São Paulo. O ex-governador de São Paulo é candidato à vice-presidente pela chapa de Lula que, segundo as pesquisas mais recentes, é o favorito para vencer o pleito deste ano.
Elaborado em meados do mês passado pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio), o documento – chamado “Mensagem ao Futuro Governo” – lista principais as expectativas da indústria para o novo governo que vier a ser escolhido nas urnas pelos eleitores brasileiros.
Entre as medidas esperadas pelo setor estão a normalização da mistura obrigatória a partir de 01 de janeiro de 2023 e o avanço para o B15 em março que vem seguindo o cronograma que consta da Resolução 16/2018 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Atualmente, a mistura – que deveria ser de 14% – se encontra reduzida para 10% por determinação do governo federal como parte de uma série de medidas adotadas para tentar conter os preços do óleo diesel.
O texto também propõe a continuidade da política de aumentos da mistura obrigatória por mais cinco anos levando o Brasil ao B20 em março de 2028 e que todo o biodiesel utilizado no país seja de origem nacional. Na prática, isso reverteria a abertura do mercado brasileiro às importações prevista para o próximo ano.
Alckmin
Durante o encontro o candidato, ressaltou que a produção de biodiesel contribui para que o Brasil reforce seu papel como protagonista global em questões ambientais. “O Brasil tem que ser exemplo para o mundo. Tem que ser o grande protagonista no combate às mudanças climáticas”, disse.
Além disso, a indústria também gera oportunidades para agregar mais valor à produção nacional de oleaginosas sendo uma “forte empregadora” e lamentou a redução da mistura. “Nós estamos importando mais diesel, quando poderíamos estar gerando mais empregos no Brasil e melhorando a distribuição de renda”, destacou.
Além da campanha do ex-presidente Lula, a presidenciável pelo União Brasil, Soraya Thronicke, e a coordenação da campanha de Ciro Gomes também já receberam cópias do documento com a propostas para o setor. A ideia da FPBio é entregar o texto a representantes de todos os presidenciáveis.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com