O biodiesel deverá ficar mais em conta no próximo bimestre. Os preços máximos de referência (PMRs) que valerão para o Leilão 54 estão 6% mais baixos.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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O biodiesel deverá ficar mais em conta no próximo bimestre. Ao menos, é isso o que os preços máximos de referência (PMRs) que valerão para o Leilão 54 indicam. Os novos números – que fixam o teto para quanto as usinas podem pedir por suas ofertar – foram divulgados na manhã desta quarta-feira (29) pena Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O biodiesel deverá ficar mais em conta no próximo bimestre. Ao menos, é isso o que os preços máximos de referência (PMRs) que valerão para o Leilão 54 indicam. Os novos números – que fixam o teto para quanto as usinas podem pedir por suas ofertar – foram divulgados na manhã desta quarta-feira (29) pena Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Na média, os PMRs para o metro cúbico de biodiesel ficaram em: R$ 3.101,00 para usinas com Selo Social e R$ 3.062,00 para empresas sem o Selo. Essa diferença de R$ 39 por m³ é a maior desde o L49. O biodiesel mais caro será o das usinas do Nordeste com Selo Social que poderão cobrar até R$ 3.280,00 por m³. Na outra ponta do espectro tempos as usinas sem Selo do Centro-Oeste que terão que se contentar com R$ 2.805,00.
Segunda
Essa foi a segunda vez seguida que a ANP baixou os PMRs. No L53, a agência havia reduzido cortado o valor de referência em cerca de 2,5%. Dessa vez o corte foi mais profundo – aproximando-se dos 6%. Somados esses dois cortes teremos uma redução de, aproximadamente, 8,2%.
Com essas reduções, o preço do biodiesel volta a ser praticamente igual ao praticado no L48 – certame que abasteceu o mercado durante o terceiro bimestre do ano passado. Do ano passado para cá, os preços foram reajustados em menos de 0,4%.
Soja
A decisão da ANP por aplicar mais um corte nos preços de referência do biodiesel pode ser justificada pela tendência de queda nos preços da soja e seus derivados que vem sendo verificada ao longo dos últimos meses. Puxada pelo bom desempenho da safra nesta temporada, as cotações do óleo de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) – mercado referência para os preços dessa commodity – vêm caindo de forma consistente desde novembro passado.
Nesse meio tempo, a baixa acumulada pela CBOT nos contratos para o mês de maio do óleo de soja no mercado futuro já chega a 14,7%.
Aqui no Brasil que está colhendo sua maior safra de soja da história, esse processo também tem seus reflexos. O preço do grão acompanhado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) já atingiu seu menor patamar em cinco anos.
Com a oferta da oleaginosa em alta, outras matérias-primas usadas pela indústria de biodiesel também têm estado pressionadas. É o caso do sebo bovino que já caiu 15,4% desde o começo do ano.