Acabou agora há pouco a segunda edição do leilão de biodiesel para o mercado autorizativo. No dia de hoje (11), as 21 usinas que saíram da fase regulamentar do certame ainda com biodiesel a vender tiveram uma nova chance de colocar seu produto a disposição do mercado.
Acabou agora há pouco a segunda edição do leilão de biodiesel para o mercado autorizativo. No dia de hoje (11), as 21 usinas que saíram da fase regulamentar do certame ainda com biodiesel a vender tiveram uma nova chance de colocar seu produto a disposição do mercado.
Ao todo, 16 usinas se mostraram interessadas no negócio e ofereceram pouco mais da metade do volume que poderia ser colocado à venda no total. A oferta chegou a 86,5 dos 172,2 milhões de litros que ainda se encontram disponíveis. Esse volume vai ser colocado à disposição das distribuidoras amanhã às 14h, que poderão comprar o volume que precisarem para atender a eventuais contratos para o mercado autorizativo.
Na primeira edição do leilão autorizativo, a oferta foi maior: 119 milhões de litros. Na ocasião esse volume representava 60% dos 197,9 milhões de litros que ainda estavam na disputa.
Aquela primeira edição, contudo, terminou sem que nenhuma venda real fosse efetivada. Para tentar destravar esse novo segmento de mercado, a ANP simplificou consideravelmente as exigências burocráticas feitas às distribuidoras e suas clientes. Se isso vai dar certo ou não só será possível saber amanhã, quando acontece a Etapa 5A do leilão.
Preços
Em média, as usinas que colocaram biodiesel a venda no mercado autorizativo estão pedindo R$ 2.509,42 pelo m³ do biodiesel oferecido. O valor está acima dos R$ 2.465,50 que as distribuidoras pagaram no leilão para o mercado obrigatório.
Um grupo de cinco usinas, entretanto, apresentou preços mais agressivos. O grupo inclui: ADM de Joaçaba, Fiagril, Granol de Cachoeira do Sul, Bocchi e Oleoplan de Veranópolis. Juntas, elas podem colocar no mercado pouco mais de 36 milhões de litros.
Esse leilão também teve um lance inusitado. Pelo menos três usinas – as duas da Caramuru e a da Bocchi – aumentaram seus preços entre a primeira e a segunda rodadas da Etapa 2A. Em geral, a disputa do leilão leva as concorrentes reduzirem seus preços, essa foi a primeira vez que usinas usam esse mecanismo para aumentarem seus lucros.
Mecânica
Chamada de Etapa 2A, a negociação acontece de forma muito similar à da Etapa 2 que abastece o mercado obrigatório. Nela, as usinas podem oferecer o volume de biodiesel que desejam vender numa primeira rodada e, numa rodada posterior, podem ajustar o valor mínimo que querem receber pelo produto.
A diferença é que as concorrentes não podem colocar biodiesel novo à venda. Elas só podem ofertar no máximo o volume que haviam colocado à disposição do mercado e que não foi arrematado nas etapas anteriores do leilão.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Acabou agora há pouco a segunda edição do leilão de biodiesel para o mercado autorizativo. No dia de hoje (11), as 21 usinas que saíram da fase regulamentar do certame ainda com biodiesel a vender tiveram uma nova chance de colocar seu produto a disposição do mercado.
Ao todo, 16 usinas se mostraram interessadas no negócio e ofereceram pouco mais da metade do volume que poderia ser colocado à venda no total. A oferta chegou a 86,5 dos 172,2 milhões de litros que ainda se encontram disponíveis. Esse volume vai ser colocado à disposição das distribuidoras amanhã às 14h, que poderão comprar o volume que precisarem para atender a eventuais contratos para o mercado autorizativo.
Na primeira edição do leilão autorizativo, a oferta foi maior: 119 milhões de litros. Na ocasião esse volume representava 60% dos 197,9 milhões de litros que ainda estavam na disputa.
Aquela primeira edição, contudo, terminou sem que nenhuma venda real fosse efetivada. Para tentar destravar esse novo segmento de mercado, a ANP simplificou consideravelmente as exigências burocráticas feitas às distribuidoras e suas clientes. Se isso vai dar certo ou não só será possível saber amanhã, quando acontece a Etapa 5A do leilão.
Preços
Em média, as usinas que colocaram biodiesel a venda no mercado autorizativo estão pedindo R$ 2.509,42 pelo m³ do biodiesel oferecido. O valor está acima dos R$ 2.465,50 que as distribuidoras pagaram no leilão para o mercado obrigatório.
Um grupo de cinco usinas, entretanto, apresentou preços mais agressivos. O grupo inclui: ADM de Joaçaba, Fiagril, Granol de Cachoeira do Sul, Bocchi e Oleoplan de Veranópolis. Juntas, elas podem colocar no mercado pouco mais de 36 milhões de litros.
Esse leilão também teve um lance inusitado. Pelo menos três usinas – as duas da Caramuru e a da Bocchi – aumentaram seus preços entre a primeira e a segunda rodadas da Etapa 2A. Em geral, a disputa do leilão leva as concorrentes reduzirem seus preços, essa foi a primeira vez que usinas usam esse mecanismo para aumentarem seus lucros.
Mecânica
Chamada de Etapa 2A, a negociação acontece de forma muito similar à da Etapa 2 que abastece o mercado obrigatório. Nela, as usinas podem oferecer o volume de biodiesel que desejam vender numa primeira rodada e, numa rodada posterior, podem ajustar o valor mínimo que querem receber pelo produto.
A diferença é que as concorrentes não podem colocar biodiesel novo à venda. Elas só podem ofertar no máximo o volume que haviam colocado à disposição do mercado e que não foi arrematado nas etapas anteriores do leilão.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com