Leilão 44 termina com compras de 696,8 milhões de litros
Encerrado há pouco, o Leilão 44 negociou cerca de 696,8 milhões de litros de biodiesel. Eles serão usados para abastecer o mercado no 5º bimestre.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Já temos o resultado do Leilão 44 – que deverá abastecer o mercado da mistura obrigatória durante os meses de setembro e outubro. Encerrado o segundo dia de compras das distribuidoras foram adquiridos, ao todo, 696,8 milhões.
Já temos o resultado do Leilão 44 – que deverá abastecer o mercado da mistura obrigatória durante os meses de setembro e outubro. Encerrado o segundo dia de compras das distribuidoras foram adquiridos, ao todo, 696,8 milhões por um preço médio equivalente a R$ 2.182,46 o que fez com que o processo como um todo movimentasse R$ 1,52 bilhão.
O segundo dia foi relativamente fraco, com compras de 89,2 milhões de litros, apenas 58,7% dos 152 milhões de litros que as regras permitiriam que fossem negociados no dia de hoje. Isso permitiu que o leilão fosse encerrado 15 minutos depois do fim do seu período regulamentar. Bem diferente de ontem, quando o certame só foi se encerrar depois das 23h30.
Demanda fraca
Considerada a compra total, temos biodiesel o suficiente para atender a uma demanda de 9,95 bilhões de litros de B7 ao longo do bimestre. Esse volume é cerca de 10,2% menor do que o volume de diesel vendido no 5º bimestre do ano passado. Isso indica que o setor de distribuição está bastante pessimista em relação ao mercado que, no primeiro semestre, se retraiu 2,5%.
Uma das explicações possíveis para a demanda menor seria a notícia de que governo vai desligar 21 usinas termelétricas o que deve reduzir a demanda de diesel do país.
Ainda assim, ele negociou substancialmente mais biodiesel do que o Leilão 43 que foi o mais fraco desde o lançamento do B7. Em termos de volume adquirido esse é foi o terceiro maior leilão da história do PNPB. Ele perde para o L39 que – somadas as etapas regulamentar e complementar – negociou 699,5 milhões de litros e do L41 com seus 699,3 milhões de litros.
Em termos de preço, o valor médio ficou abaixo dos R$ 2.191.77 do leilão passado. Isso mesmo com a ANP tendo aumentado substancialmente os PMRs. No final, o elevado volume de oferta das usinas e a falta de apetite das distribuidoras acabou pesando mais.
Destaques
- Foram adquiridos 696,8 milhões de litros por um preço médio de R$ 2.182,46 (com margem) o que garantiu uma movimentação de R$ 1,52 bilhão; - Desse montante as usinas ficam com R$ 1,5 bilhão e a Petrobras leva cerca de R$ 14 milhões; - Entre as usinas individuais, a principal vendedora foi a ADM de Rondonópolis (MT) com 56 milhões de litros arrematados com um valor médio de R$ 2.136,89 por m³; - Já no ranking das empresas do setor, Granol ficou com o outro com vendas de 73,6 milhões de litros e preço médio de R$ 2.192,13 por m³; - O estado que mais vendeu foi o Rio Grande do Sul com 208,2 milhões de litros de litros; - 18 usinas venderam 100% de suas ofertas sendo que seis delas venderam toda sua capacidade; - A ADM SC, a SP Bio e a Amazonbio encerraram o certame sem vender nada, elas voltam para casa com, respectivamente, 18, 1 e 2,5 milhões de litros; - O mais alto preço médio foi para a PBio de Guamaré (RN) que saiu a R$ 2.520,99 por m³; - Já o mais barato foi o da Fiagril com R$ 2.070,43 m³;