Consumo de óleo diesel caiu 2,5% no primeiro semestre
A ANP divulgou os dados sobre o consumo de derivados e biocombustíveis no 1º semestre de ao ano. As vendas do derivado ficaram 2,5% menor.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
Texto
A ANP divulgou os dados completos sobre o consumo de derivados e biocombustíveis no 1º semestre de ao ano. O resultado confirma que estamos a caminho de um ano de retração nas vendas de óleo diesel. Nos seis primeiros meses do ano, a demanda pelo derivado ficou 2,5% menor.
A ANP divulgou os dados completos sobre o consumo de derivados e biocombustíveis no 1º semestre de ao ano. O resultado confirma que estamos a caminho de um ano de retração nas vendas de óleo diesel. Nos seis primeiros meses do ano, a demanda pelo derivado ficou 2,5% menor.
Até junho foram vendidos 28 bilhões de litros de diesel, 733 milhões de litros a menos do que no mesmo período de 2014. Nos últimos dez anos, essa é a terceira vez que as vendas caem num 1º semestre, o mesmo aconteceu em 2006 e 2009.
Se a história servir como um guia, as coisas devem ficar menos sombrias a partir do segundo semestre. Tanto em 2016 quanto em 2009, as vendas se recuperaram depois de junho fechando o ano com quedas bem mais suaves do que as que vinham sendo registradas até meados do ano.
Junho
Olhando apenas o resultado de junho as coisas nem foram tão ruins quanto seria de se imaginar.
No mês foram o mercado se acelerou e foram vendidos 4,86 bilhões de litros de diesel, 4,9% a mais que em maio e 3,2% a mais do que em junho do ano passado.
Mesmo assim, não ainda precisaremos de muito mais para conseguir reverter os maus resultados dos meses de fevereiro, abril e maio.
Mercado geral
Apesar da queda no diesel – que, tipicamente, representa entre 40% e 45% do mercado global de combustíveis –, até agora, 2015 está sendo um grande zero a zero para o mercado de distribuição.
Somadas as vendas de derivados e biocombustíveis, até agora foram comercializados 69,7 bilhões de litros, que representam 0,3% de crescimento em relação a 2014.
E isso graças ao bom desempenho do segmento de etanol anidro que avançou 38,3% no período. Este foi o único produto que apresentou crescimento real entre 2014 e 2015, em todos os outros segmentos ou as vendas ficaram praticamente congeladas ou apresentaram quedas expressivas – as perdas com diesel foram até moderadas se comparadas às da gasolina (-5%) ou ao óleo combustível (-9,9%).