BiodieselBR
Publicidade

Espaço entre capacidade habilitada e ofertas volta a se alargar no L66

 Usinas participantes do certame que vai abastecer o mercado no terceiro bimestre se mostraram menos entusiasmadas

BiodieselBR.com 2 min de leitura

O adiamento do B11 parece ter esfriado um pouco os ânimos dentro do mercado. Encerrada agora há pouco, a Etapa 2 do 66º Leilão de Biodiesel viu as usinas colocando menos biodiesel a venda do que haviam feito no leilão anterior. Os fabricantes ofertaram 1,09 bilhão de litros, um volume cerca de 2,8% menor do que haviam feito no L65.

O adiamento do B11 parece ter esfriado um pouco os ânimos dentro do mercado. Encerrada na tarde de segunda-feira, a Etapa 2 do 66º Leilão de Biodiesel viu as usinas colocando menos biodiesel a venda do que haviam feito no leilão anterior. Os fabricantes ofertaram 1,09 bilhão de litros, um volume cerca de 2,8% menor do que haviam feito no L65.

Tivemos até uma planta – a unidade produtiva da Granol em Cachoeira do Sul (RS) – que se comportou como mera espectadora do processo. A usina encerrou o dia sem colocar nada a venda.

Paradoxalmente, a Granol foi a empresa do setor que mais ofertou produto. Foram 118 milhões de litros – 80 milhões de litros a partir de Anápolis (GO) e 38 milhões de litros de Porto Nacional (TO).

Vão maior

Com essa falta de disposição e mais a ligeira ampliação na capacidade instalada das concorrentes, a diferença entre a capacidade habilitada e a oferta efetiva voltou a se alargar.

A relação que, no certame anterior havia sido de 84,7%, recuou três pontos percentuais ficando em 81,7%. O resultado foi o mais baixo desde o L63.

A oferta pode ficar um pouquinho menor. No meio da tarde, a ANP anunciou que a usina da Cooperfeliz foi interditada e que as distribuidoras que comprarem biodiesel desta unidade nas Etapas 3 e 5 não terão “garantia de entrega”.

A empresa fez oferta de 400 m³ de biodiesel.

Preço menor

Contrariando a expectativa de aumento dos preços criada quando a ANP aumentou os PMRs válidos na atual disputa, os preços pedidos pelas usinas ficaram mais baixos.

As usinas participantes do certame estão pedindo, em média, R$ 2.307,04 pelo metro cúbico do produto. O valor é cerca de 0,7% menor do que havia sido praticado na mesma etapa do leilão passado.

O deságio em relação aos PMRs foi de 24,1%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Compartilhar: