
Foi por um triz. Encerrada a fase comercial do 27º Leilão de Biodiesel ANP, as distribuidoras adquiriram 773,3 milhões de litros de biodiesel para atender a demanda esperada de B5 durante o último trimestre de 2012.
Foi por um triz. Encerrada a fase comercial do 27º Leilão de Biodiesel ANP, as distribuidoras adquiriram 773,3 milhões de litros de biodiesel para atender a demanda esperada de B5 durante o último trimestre de 2012. Isso representa 91,1% dos 848,6 milhões de litros que as usinas colocaram a venda na terça-feira passada (18). Com isso, o leilão atual superou o certame anterior em pouco mais de quatro milhões de litros.
Considerando apenas o dia de hoje, foram negociados 55,45 milhões de litros de biodiesel por um preço médio de R$ 2,65 por litro. Para fins de comparação, na sexta-feira o preço médio havia ficado em R$ 2,74. No total, o mercado de biodiesel do próximo trimestre vai movimentar mais de R$ 2,1 bilhões.
Na sexta-feira (21) já havia ficado bem claro que as distribuidoras estavam dispostas a comprar quase todo o biodiesel que havia sido posto à venda. Na primeira rodada de compras, a disputa estava tão aquecida que o leilão avançou três horas além do horário regulamentar.
Finalizada a negociação das distribuidoras, foi a vez da Petrobras ir às compras e adquirir o biodiesel necessário para o abastecimento das chamadas bases democráticas. A estatal foi bastante moderada, adquirindo apenas 42,6 milhões de litros de biodiesel – menos da metade dos 91,1 milhões de litros que havia comprado com o mesmo objetivo no trimestre anterior.
Com isso, a rodada de negociações exclusiva para as usinas detentoras do Selo Combustível Social da MDA fechou com 717,8 milhões de litros negociados. Restariam 129,7 milhões de litros para serem negociados hoje, entre sobras das ofertas das usinas com selo e os volumes das usinas sem selo.
Queda nos preços: tradição
Essa foi a primeira vez que as usinas puderam exercer seu direito de reduzir os preços do biocombustível entre as duas rodadas de aquisições.
A tradição de haver disputa mais intensa quando a negociação inclui usinas sem o Selo Combustível Social foi mantida. Das 14 usinas que venderiam hoje, a maioria optou por baixar os preços de seus lotes, sendo que, em nove casos, a redução superou a marca dos 10 centavos por litro. A campeã foi a Minerva que chegou a reduzir seus preços em 22 centavos.
Ocupação máxima
Nada menos do que 27 das 39 empresas que disputaram o leilão venderam 100% do biodiesel que colocaram no mercado – sendo que outras quatro ultrapassaram a marca dos 80%. Ou seja, a maiorias das empresas atingiu, com folga, suas metas comerciais para esse certame.
Mesmo assim, quatro empresas têm do que reclamar, Brejeiro, Abdiesel, Bianchini e Bio Vida não conseguiram vender nada.
Ainda assim, como muitas usinas entraram no leilão oferecendo relativamente pouco biodiesel em relação ao que poderiam, a capacidade ociosa deverá continuar elevada no próximo trimestre. Apenas quatro usinas – BSBios (RS), BSBios (PR), Cooperfeliz e SP Bio – terão ocupação de 100%, no outro lado do espectro, há 14 empresas que participaram do leilão e terão 50% ou menos de ocupação.
Os melhores vendedores
Com 105 milhões de litros vendidos, a Granol se recupera do escorregão do trimestre passado e volta a ser a maior vendedora em volume do L27. Com um preço médio de R$ 2.705 o m³, a empresa vai faturar quase R$ 284 milhões no trimestre. A ocupação da empresa ficou em 59,4% de sua capacidade.
Já o melhor preço foi da Cesbra, que vendeu 5 milhões de litros pelo equivalente a R$ 2.877 o m³. Com isso terá cerca de R$ 14,4 milhões em faturamento.
O biodiesel mais barato foi o da estreante Cargill, que vendeu os 33 milhões de litros que colocou no mercado por R$ 2.587. A empresa entra no mercado de biodiesel com vendas de R$ 85,4 milhões de reais.
Em termos nacionais Rio Grande do Sul e Goiás foram os maiores fornecedores com, respectivamente, 28% e 24% de participação no mercado.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
Foi por um triz. Encerrada a fase comercial do 27º Leilão de Biodiesel ANP, as distribuidoras adquiriram 773,3 milhões de litros de biodiesel para atender a demanda esperada de B5 durante o último trimestre de 2012. Isso representa 91,1% dos 848,6 milhões de litros que as usinas colocaram a venda na terça-feira passada (18). Com isso, o leilão atual superou o certame anterior em pouco mais de quatro milhões de litros.
Considerando apenas o dia de hoje, foram negociados 55,45 milhões de litros de biodiesel por um preço médio de R$ 2,65 por litro. Para fins de comparação, na sexta-feira o preço médio havia ficado em R$ 2,74. No total, o mercado de biodiesel do próximo trimestre vai movimentar mais de R$ 2,1 bilhões.
Na sexta-feira (21) já havia ficado bem claro que as distribuidoras estavam dispostas a comprar quase todo o biodiesel que havia sido posto à venda. Na primeira rodada de compras, a disputa estava tão aquecida que o leilão avançou três horas além do horário regulamentar.
Finalizada a negociação das distribuidoras, foi a vez da Petrobras ir às compras e adquirir o biodiesel necessário para o abastecimento das chamadas bases democráticas. A estatal foi bastante moderada, adquirindo apenas 42,6 milhões de litros de biodiesel – menos da metade dos 91,1 milhões de litros que havia comprado com o mesmo objetivo no trimestre anterior.
Com isso, a rodada de negociações exclusiva para as usinas detentoras do Selo Combustível Social da MDA fechou com 717,8 milhões de litros negociados. Restariam 129,7 milhões de litros para serem negociados hoje, entre sobras das ofertas das usinas com selo e os volumes das usinas sem selo.
Queda nos preços: tradição
Essa foi a primeira vez que as usinas puderam exercer seu direito de reduzir os preços do biocombustível entre as duas rodadas de aquisições.
A tradição de haver disputa mais intensa quando a negociação inclui usinas sem o Selo Combustível Social foi mantida. Das 14 usinas que venderiam hoje, a maioria optou por baixar os preços de seus lotes, sendo que, em nove casos, a redução superou a marca dos 10 centavos por litro. A campeã foi a Minerva que chegou a reduzir seus preços em 22 centavos.
Ocupação máxima
Nada menos do que 27 das 39 empresas que disputaram o leilão venderam 100% do biodiesel que colocaram no mercado – sendo que outras quatro ultrapassaram a marca dos 80%. Ou seja, a maiorias das empresas atingiu, com folga, suas metas comerciais para esse certame.
Mesmo assim, quatro empresas têm do que reclamar, Brejeiro, Abdiesel, Bianchini e Bio Vida não conseguiram vender nada.
Ainda assim, como muitas usinas entraram no leilão oferecendo relativamente pouco biodiesel em relação ao que poderiam, a capacidade ociosa deverá continuar elevada no próximo trimestre. Apenas quatro usinas – BSBios (RS), BSBios (PR), Cooperfeliz e SP Bio – terão ocupação de 100%, no outro lado do espectro, há 14 empresas que participaram do leilão e terão 50% ou menos de ocupação.
Os melhores vendedores
Com 105 milhões de litros vendidos, a Granol se recupera do escorregão do trimestre passado e volta a ser a maior vendedora em volume do L27. Com um preço médio de R$ 2.705 o m³, a empresa vai faturar quase R$ 284 milhões no trimestre. A ocupação da empresa ficou em 59,4% de sua capacidade.
Já o melhor preço foi da Cesbra, que vendeu 5 milhões de litros pelo equivalente a R$ 2.877 o m³. Com isso terá cerca de R$ 14,4 milhões em faturamento.
O biodiesel mais barato foi o da estreante Cargill, que vendeu os 33 milhões de litros que colocou no mercado por R$ 2.587. A empresa entra no mercado de biodiesel com vendas de R$ 85,4 milhões de reais.
Em termos nacionais Rio Grande do Sul e Goiás foram os maiores fornecedores com, respectivamente, 28% e 24% de participação no mercado.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com