Depois de ter superado as expectativas ao arrematar 573 milhões de litros de biodiesel ontem, as distribuidoras voltaram às compras e levaram outros 84,7 milhões de litros. Com isso, o 45º Leilão de Biodiesel chega ao seu final com a marca de 657,7 milhões de litros negociados para atender ao mercado durante os meses de novembro e dezembro.
Depois de ter superado as expectativas ao arrematar 573 milhões de litros de biodiesel ontem, as distribuidoras voltaram às compras e levaram outros 84,7 milhões de litros. Com isso, o 45º Leilão de Biodiesel chega ao seu final com a marca de 657,7 milhões de litros negociados para atender ao mercado durante os meses de novembro e dezembro.
Esse resultado garante a venda de 79,5% do volume colocado à disposição do mercado na 2ª etapa e uma ocupação geral de 59,6% das usinas que participaram do processo. Com preço médio de R$ 2.426,20 por m³, foram movimentados praticamente R$ 1,6 bilhão.
O preço médio pago pelas distribuidoras pelo biodiesel comprado foi cerca de 11,1% maior do que no Leilão 44 o volume, contudo, recuou 5,6%. Uma queda entre o penúltimo e o último leilão de um ano não chega surpreender, pois o mercado de diesel costuma desacelerar nesse período.
Recuperação?
O que surpreendeu ao público que acompanhava a cobertura ao vivo do L45 foi que a queda não fosse ainda mais pronunciada. Numa conta simples, as compras feitas durante o certame apontam para uma demanda de 9,4 bilhões de litros de B7 no último bimestre do ano o que fica 2,1% abaixo do mesmo período de 2014. Um resultado que pode ser considerado até bom no contexto geral de 2015.
No entanto, num comparativo entre o L45 e o L39 – somados os resultados do processo regular e complementar – é possível constatar que as compras em 2015, caíram mais de 6,2%. Isso sem contar a quebra entre o volume comprado em leilão e o volume efetivamente retirado nas usinas.
Ao menos uma parte do ânimo que as distribuidoras mostraram nessa sexta-feira pode ser explicado pelos cortes nos preços pedidos pelas usinas na 4ª etapa do processo que deixou um volume total de 80 milhões de litros a preços mais baixos que na 3ª etapa.
Hegemonia quebrada
O resultado do leilão trouxe ainda uma outra surpresa. Tradicional vencedora no quesito volume vendido, Granol, dessa vez, sequer subiu ao pódio ficando com um modesto quarto lugar. A última vez que a empresa não foi a campeã de vendas foi no Leilão 34 em dezembro de 2013 quando ficou na 3ª colocação.
Desde o leilão 26 – quando o modelo de leilões mudou de formato –, ela só não foi a 1ª colocada em cinco.
Dessa vez, o ouro ficou com a BSBios. A empresa do Sul foi a campeã em vendas de biodiesel por volume com 70,8 milhões de litros comercializados. Ao preço médio de R$ 2.388,68 por m³, o negócio poderá render até R$ 169,1 milhões.
Ela foi seguida pela Oleoplan com 65 milhões de litros e pela PBio com pouco menos de 59,5 milhões de litros.
Já entre as usinas individuais tivemos empate entre a Bianchini e a Oleoplan de Veranópolis, cada uma com 45 milhões de litros vendidos.
Destaques
- Foram adquiridos 657,7 milhões de litros por um preço médio de R$ 2.426,20 (com margem) o que garantiu uma movimentação de R$ 1,59 bilhão;
- Desse montante, Petrobras leva cerca de R$ 13,1 milhões;
- Entre as usinas individuais, houve empate entre a Bianchini e a unidade de Veranópolis (RS) da Oleoplan com 45 milhões de litros arrematados cada uma;
- Já no ranking das empresas do setor, a BSBios ficou com a maior venda, 70,8 milhões de litros e preço médio de R$ 2.388,68 por m³;
- O estado que mais vendeu foi o Rio Grande do Sul com 181,2 milhões de litros de litros;
- 16 usinas venderam 100% de suas ofertas, no entanto, apenas duas delas venderam toda sua capacidade;
- ADM de Joaçaba, Biotins e Jatai encerraram o certame sem vender nada;
- O mais alto preço médio foi para a PBio que levou a R$ 2.635,71 por m³;
- Já o mais barato foi o da Bunge com R$ 2.303,55 m³.
Veja aqui o resultado completo do 45º leilão de biodiesel.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Depois de ter superado as expectativas ao arrematar 573 milhões de litros de biodiesel ontem, as distribuidoras voltaram às compras e levaram outros 84,7 milhões de litros. Com isso, o 45º Leilão de Biodiesel chega ao seu final com a marca de 657,7 milhões de litros negociados para atender ao mercado durante os meses de novembro e dezembro.
Esse resultado garante a venda de 79,5% do volume colocado à disposição do mercado na 2ª etapa e uma ocupação geral de 59,6% das usinas que participaram do processo. Com preço médio de R$ 2.426,20 por m³, foram movimentados praticamente R$ 1,6 bilhão.
O preço médio pago pelas distribuidoras pelo biodiesel comprado foi cerca de 11,1% maior do que no Leilão 44 o volume, contudo, recuou 5,6%. Uma queda entre o penúltimo e o último leilão de um ano não chega surpreender, pois o mercado de diesel costuma desacelerar nesse período.
Recuperação?
O que surpreendeu ao público que acompanhava a cobertura ao vivo do L45 foi que a queda não fosse ainda mais pronunciada. Numa conta simples, as compras feitas durante o certame apontam para uma demanda de 9,4 bilhões de litros de B7 no último bimestre do ano o que fica 2,1% abaixo do mesmo período de 2014. Um resultado que pode ser considerado até bom no contexto geral de 2015.
No entanto, num comparativo entre o L45 e o L39 – somados os resultados do processo regular e complementar – é possível constatar que as compras em 2015, caíram mais de 6,2%. Isso sem contar a quebra entre o volume comprado em leilão e o volume efetivamente retirado nas usinas.
Ao menos uma parte do ânimo que as distribuidoras mostraram nessa sexta-feira pode ser explicado pelos cortes nos preços pedidos pelas usinas na 4ª etapa do processo que deixou um volume total de 80 milhões de litros a preços mais baixos que na 3ª etapa.
Hegemonia quebrada
O resultado do leilão trouxe ainda uma outra surpresa. Tradicional vencedora no quesito volume vendido, Granol, dessa vez, sequer subiu ao pódio ficando com um modesto quarto lugar. A última vez que a empresa não foi a campeã de vendas foi no Leilão 34 em dezembro de 2013 quando ficou na 3ª colocação.
Desde o leilão 26 – quando o modelo de leilões mudou de formato –, ela só não foi a 1ª colocada em cinco.
Dessa vez, o ouro ficou com a BSBios. A empresa do Sul foi a campeã em vendas de biodiesel por volume com 70,8 milhões de litros comercializados. Ao preço médio de R$ 2.388,68 por m³, o negócio poderá render até R$ 169,1 milhões.
Ela foi seguida pela Oleoplan com 65 milhões de litros e pela PBio com pouco menos de 59,5 milhões de litros.
Já entre as usinas individuais tivemos empate entre a Bianchini e a Oleoplan de Veranópolis, cada uma com 45 milhões de litros vendidos.
Destaques
- Foram adquiridos 657,7 milhões de litros por um preço médio de R$ 2.426,20 (com margem) o que garantiu uma movimentação de R$ 1,59 bilhão;
- Desse montante, Petrobras leva cerca de R$ 13,1 milhões;
- Entre as usinas individuais, houve empate entre a Bianchini e a unidade de Veranópolis (RS) da Oleoplan com 45 milhões de litros arrematados cada uma;
- Já no ranking das empresas do setor, a BSBios ficou com a maior venda, 70,8 milhões de litros e preço médio de R$ 2.388,68 por m³;
- O estado que mais vendeu foi o Rio Grande do Sul com 181,2 milhões de litros de litros;
- 16 usinas venderam 100% de suas ofertas, no entanto, apenas duas delas venderam toda sua capacidade;
- ADM de Joaçaba, Biotins e Jatai encerraram o certame sem vender nada;
- O mais alto preço médio foi para a PBio que levou a R$ 2.635,71 por m³;
- Já o mais barato foi o da Bunge com R$ 2.303,55 m³.
Veja aqui o resultado completo do 45º leilão de biodiesel.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com