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ANP projeta demanda de 978 mil m³ no L70

Segundo a ANP a demanda do mercado obrigatório no primeiro bimestre de 2020 deverá ficar abaixo dos 980 milhões de litros

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não está preocupada com a restrição na capacidade de oferta do 70º Leilão de Biodiesel. Uma nota lida pelo diretor Felipe Kury durante a reunião da diretoria colegiada do órgão regulador ocorrida nesta quinta-feira (21) indica que, na aviação da agência, as usinas habilitadas somam capacidade produtiva mais que suficiente para atender à demanda projetada para o primeiro bimestre de 2020.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não está preocupada com a restrição na capacidade de oferta do 70º Leilão de Biodiesel. Uma nota lida pelo diretor Felipe Kury durante a reunião da diretoria colegiada do órgão regulador ocorrida nesta quinta-feira (21) indica que, na aviação da agência, as usinas habilitadas somam capacidade produtiva mais que suficiente para atender à demanda projetada para o primeiro bimestre de 2020.

Nas contas das ANP, as distribuidoras deverão arrematar 978,1 milhões de litros de biodiesel. “Dessa forma, os fornecedores habilitados possuem capacidade suficiente para a demanda prevista, bastando que eles ofertem 80,3% de suas capacidades de produção”, dizia a nota.

O L70 contará com apenas 34 usinas concorrentes que, juntas, somam 1,21 bilhão de litros em capacidade autorizada. Este é o teto de oferta mais baixo dos últimos 10 leilões de biodiesel.

Capacidade nominal

No entanto, a conta só fecha se olharmos somente para capacidade nominal das 34 habilitadas. Historicamente esse grupo de usinas nunca ofertou mais do 920 milhões de litros num leilão. Seu melhor desempenho foi no L65 – para compra de biodiesel para o segundo bimestre – quando colocaram à venda exatos 920,5 milhões de litros de biodiesel.

O volume representou 82,1% da capacidade total que essas usinas tinham na época em que o Leilão 65 foi realizado. No último leilão esse mesmo grupo de usinas ofertou 919,3 mil m³ ou 76,12% da capacidade de oferta.

Analisando o histórico completo de ofertas, a situação é ainda mais desanimadora. A oferta média do grupo tem sido de 71,8% de sua capacidade autorizada o que garantiria oferta de 873,5 milhões de litros no mercado.

Dos 44 leilões de biodiesel realizados desde o L26 – quando o sistema foi redesenhado – até agora, em apenas seis ocasiões as usinas habilitadas para o L70 conseguiram ofertar um percentual de sua capacidade instalada que seria suficiente para atender à demanda projetada pela ANP. O melhor desempenho do grupo foi no L62 quando a relação entre oferta e capacidade ficou em 84,8%. Hoje, isso equivaleria a 1,03 bilhão de litros.

Caso falte produto para atender a demanda do mercado no primeiro bimestre, a ANP já antecipou que poderá convocar um leilão complementar.

PMRs

Além do esclarecimento, a diretoria da ANP também aprovou os preços máximo de referência (PMRs) que deverão valer no Leilão 70. Os valores exatos não foram informados durante a reunião.

No entanto, o diretor Felipe Kury informou que eles deverão ser maiores do que os que vigoraram no L69 em função dos aumentos nos valores praticados nos mercados de óleo de soja e de sebo bovino, bem como a valorização da cotação do dólar.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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