O mercado brasileiro de óleo diesel continua desacelerando. Em agosto, o consumo do país ficou 6,3% menor do que no mesmo período de 2014.
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O mercado brasileiro de óleo diesel continua desacelerando. Em agosto, o consumo do país ficou 6,3% menor do que no mesmo período de 2014. Foi o segundo mês seguido de resultados negativos em relação à 2014, junho foi o último mês onde o consumo foi maior que o ano passado.
O mercado brasileiro de óleo diesel continua desacelerando. Em agosto, o consumo do país ficou pouco acima dos 5 bilhões de litros, 6,3% a menos do que no mesmo período de 2014 quando a demanda superou os 5,35 bilhões de litros. Foi o segundo mês seguido de resultados negativos em relação à 2014, junho foi o último mês onde o consumo foi maior que o ano passado.
Dos oito meses de 2015 que já tiveram sua contabilidade divulgada pela ANP, em cinco deles a demanda ficou negativa. Assim, no acumulado geral do ano a demanda o mercado já encolheu 3,3% em relação a 2014.
Apesar da queda anual, a demanda ficou positiva na comparação mensal. Entre julho e agosto, a demanda de diesel cresceu acerca de 1,1% subindo de 4,96 bilhões de litros. Desde maio a demanda vem crescendo, contudo não o suficiente para se manter em linha os valores do ano passado.
Importação
Pelo menos, as vendas fracas ajudam em um quesito. As importações de óleo diesel recuaram com força em agosto com menos de 30 milhões de litros importados no mês. Queda de 95% sobre agosto de 2014.
Na comparação com a demanda interna, a relação entre o volume consumido e o volume importado ficou pouco abaixo de 0,6%.
Mercado geral
O diesel não é o único segmento do mercado de combustíveis com más notícias a apresentar. Absolutamente todo os derivados do petróleo vêm apresentando variações negativas nos acumulados anuais – a gasolina, por exemplo, recuou 5,9% no ano.
O etanol hidratado é o único combustível vendido em postos que caminha para encerrar o ano com crescimento. E será um belo crescimento. No ano passado inteiro, as vendas do biocombustível somaram praticamente 13 bilhões de litros enquanto só nos primeiros 8 meses de 2015 as vendas já ultrapassam 11,5 bilhões de litros.
É só por causa dessa evolução do etanol que as vendas das distribuidoras não estão piores. Na conta de todos os combustíveis somados, houve uma retração de 0,3% em relação ao período entre janeiro e agosto de 2014.