Nem a notável melhora nos índices de qualidade do óleo diesel percebida a partir do mês de fevereiro conseguiu impedir que 2015 tivesse o pior resultado anual desde a implementação do B5. Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (15) pela ANP, a não conformidade do combustível mais consumido pelos brasileiros fechou o ano passado próxima dos 3,6% registrada em 2010.
Nem a notável melhora nos índices de qualidade do óleo diesel percebida a partir do mês de fevereiro conseguiu impedir que 2015 tivesse o pior resultado anual desde a implementação do B5. Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (15) pela ANP, a não conformidade do combustível mais consumido pelos brasileiros fechou o ano passado em 3,4%. Em 2010, a não conformidade do diesel totalizou 3,6%.
Depois de alguns anos de variações mais bruscas, entre o começo e setembro de 2014, a qualidade do diesel brasileiro parecia ter, finalmente, entrado nos eixos e passado a flutuar dentro de uma faixa de apenas meio ponto percentual – entre 2,2% e 2,7%. A estabilidade persistiu até à chegada do B6 em julho passado.
Os primeiros sinais de que as coisas não iam bem veio em outubro quando a não conformidade saltou para 3,7%. Essa foi a primeira vez desde maio de 2012 que a não conformidade ultrapassava os 3,5%. A crista da onda atingiu o mercado no mês de introdução do B7 – em novembro passado – quando o indicador ficou em 4,3%.
Essa fase durou até março de 2015, quando os índices superaram o nível de 4% em quatro dos cinco meses. De lá para cá, a qualidade do diesel iniciou um processo de convergência de volta aos níveis anteriores. Com exceção de um pico no mês de outubro, a qualidade do óleo diesel vendido nos postos brasileiros se mantiveram em patamares bem-comportados.
Dezembro
No mês de dezembro o indicador cravou 1%. O melhor de todo o período analisado. A última vez em que o setor havia chegado perto desse nível havia sido em abril de 2012, quando a qualidade foi de 1,4%.
Ainda assim, o bom segundo semestre não bastou para salvar os índices do ano como um todo.
Dezembro também marcou um outro mínimo para o histórico – esse bem menos meritório. Nesse mês, o monitoramento da qualidade do óleo diesel foi feits com base em apenas 1.082 amostras. A média mensal, de 2010 para cá, era de 6.535 amostras coletadas com um pico de 8.155 amostras em julho de 2014.
Isso acontece por causa do desmonte progressivo da rede de instituições parceiras do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) que já havia sido identificado por BiodieselBR.com em setembro passado.
Em dezembro, rede contou com apenas quatro instituições parceiras que fizeram coletas em quatro unidades federativas – GO, MG, SP, TO – e no Distrito Federal. A situação deverá se normalizar dentro dos próximos meses, tão logo a ANP completar as licitações convocadas para recompor a rede do PMQC.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Nem a notável melhora nos índices de qualidade do óleo diesel percebida a partir do mês de fevereiro conseguiu impedir que 2015 tivesse o pior resultado anual desde a implementação do B5. Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (15) pela ANP, a não conformidade do combustível mais consumido pelos brasileiros fechou o ano passado em 3,4%. Em 2010, a não conformidade do diesel totalizou 3,6%.
Depois de alguns anos de variações mais bruscas, entre o começo e setembro de 2014, a qualidade do diesel brasileiro parecia ter, finalmente, entrado nos eixos e passado a flutuar dentro de uma faixa de apenas meio ponto percentual – entre 2,2% e 2,7%. A estabilidade persistiu até à chegada do B6 em julho passado.
Os primeiros sinais de que as coisas não iam bem veio em outubro quando a não conformidade saltou para 3,7%. Essa foi a primeira vez desde maio de 2012 que a não conformidade ultrapassava os 3,5%. A crista da onda atingiu o mercado no mês de introdução do B7 – em novembro passado – quando o indicador ficou em 4,3%.
Essa fase durou até março de 2015, quando os índices superaram o nível de 4% em quatro dos cinco meses. De lá para cá, a qualidade do diesel iniciou um processo de convergência de volta aos níveis anteriores. Com exceção de um pico no mês de outubro, a qualidade do óleo diesel vendido nos postos brasileiros se mantiveram em patamares bem-comportados.
Dezembro
No mês de dezembro o indicador cravou 1%. O melhor de todo o período analisado. A última vez em que o setor havia chegado perto desse nível havia sido em abril de 2012, quando a qualidade foi de 1,4%.
Ainda assim, o bom segundo semestre não bastou para salvar os índices do ano como um todo.
Dezembro também marcou um outro mínimo para o histórico – esse bem menos meritório. Nesse mês, o monitoramento da qualidade do óleo diesel foi feits com base em apenas 1.082 amostras. A média mensal, de 2010 para cá, era de 6.535 amostras coletadas com um pico de 8.155 amostras em julho de 2014.
Isso acontece por causa do desmonte progressivo da rede de instituições parceiras do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) que já havia sido identificado por BiodieselBR.com em setembro passado.
Em dezembro, rede contou com apenas quatro instituições parceiras que fizeram coletas em quatro unidades federativas – GO, MG, SP, TO – e no Distrito Federal. A situação deverá se normalizar dentro dos próximos meses, tão logo a ANP completar as licitações convocadas para recompor a rede do PMQC.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com