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Qualidade do óleo diesel continua melhorando segundo a ANP

Aos poucos, a qualidade do óleo diesel consumido no Brasil está voltando à normalidade é o que mostra o mais novo relatório do PMQC.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Aos poucos, a qualidade do óleo diesel consumido no Brasil está voltando à normalidade. Segundo o levantamento feito pela rede de laboratórios que formam o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP, o índice de não conformidade no mês de julho ficou um pouquinho abaixo dos 3%.

Aos poucos, a qualidade do óleo diesel consumido no Brasil está voltando à normalidade. Segundo o levantamento feito pela rede de laboratórios que formam o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP, o índice de não conformidade no mês de julho ficou um pouquinho abaixo dos 3%.

Esse é o melhor resultado desde que os índices deram uma guinada repentina para pior – chegando a 6,6% de não conformidade – em abril. Desde então, os índices vêm se recuperando.

Esse movimento de piora é típico dos meses seguintes ao aumento na mistura de biodiesel como a acontecida em março passado quando foi implementado o B8. Picos de não conformidade também aconteceram nos primeiros meses de 2010 depois da chegada de B5 e entre o final de 2014 e começo de 2015 quando o B7 se tornou a mistura obrigatória. Eles acontecem por que os postos estão vendendo diesel com um percentual de mistura diferente do definido em lei.

Julho

Ao todo, foram coletadas 2.670 amostras de diesel em 20 unidades da federação – os estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia e Roraima ainda não voltaram a ser monitorados pela PMQC – das quais 82 foram reprovadas em um ou mais critérios de qualidade.

O critério “teor de biodiesel” continua sendo maior vilão da qualidade do diesel. Nada menos que 62% das amostras reprovadas – 51 – apresentaram problemas nesse fundamento.

O pior resultado foi o do Tocantins onde 29,4% das amostras de diesel apresentaram problemas de qualidade. Alagoas, Maranhão e Mato Grosso do Sul também tiveram resultados muito ruins com índices de não conformidade de dois dígitos.

Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraná e Sergipe não tiveram nenhuma amostra reprovada no periodo.

Queda

O número de amostras coletadas caiu 273 nacionalmente encerrando um processo de recuperação no monitoramento que já durava 9 meses. Desde que a ANP começou a completar as licitações vencidas para a contratação de laboratórios da rede do PMQC que passou vários meses desfalcada entre 2015 e 2016.

As coletas foram reduzidas em 14 estados sendo que os mais afetados foram Distrito Federal e Paraná, onde o número de amostras caiu em um quinto de um mês para outro

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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