A qualidade do diesel deu uma virada para – muito – pior em abril. O derivado teve a pior qualidade registrada desde a adoção do B5 em janeiro de 2010.
A qualidade do diesel deu uma virada para – muito – pior em abril. Segundo o mais novo boletim mensal que foi publicado hoje (19) pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) a nível de não conformidade do combustível mais consumido pelos brasileiros atingiu 6,6%. Esse é o pior resultado mensal desde a adoção do B5 em janeiro de 2010.
A qualidade do diesel deu uma virada para – muito – pior em abril. Segundo o mais novo boletim mensal que foi publicado hoje (19) pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) a nível de não conformidade do combustível mais consumido pelos brasileiros atingiu 6,6%. Esse é o pior resultado mensal desde a adoção do B5 em janeiro de 2010.
Das 2.763 amostras de diesel que foram colhidas em 20 unidades da federação que tiveram seus mercados monitoradas – o acompanhamento em Tocantins, Paraná e Santa Catarina foi retomado em abril –, 184 foram reprovadas.
Em geral, aumentos da mistura obrigatória vêm associados à surtos na não conformidade do diesel. Foi assim com o B5 em 2010, com a chegada do B7 em novembro de 2014. Agora, com a evolução em direção ao B8 ocorrida em março, vemos mesmo resultado se repetir.
Só que numa escala bem maior. No mês passado, até pareceu que o impacto não seria tão grande com os indicadores de qualidade apresentando uma melhora razoável.
Polêmica passada
Na época da adoção do B5, a qualidade deu uma derrapa tão substancial que a Federação Nacional de Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) saiu ao ataque e iniciou uma polêmica com os fabricantes de biodiesel que teve profundo impacto para o setor.
Acontece que, em seu auge, o pico de não conformidade foi de 5,4% em março de 2010. O resultado de abril superou esse recorde negativo em mais de um ponto percentual.
Com discussões sobre a possibilidade de antecipar o B9 e o B10 em andamento, esse resultado decididamente acende um sinal amarelo para o setor.
Estados
O pior resultado no mês de abril foi, de longe, o de São Paulo que teve 15,1% de não conformidade. Uma piora impressionante em relação aos módicos 2,1% de março. Nada menos de 75 das amostras consideradas problemáticas pelos laboratórios do PMQC vieram de São Paulo.
Mas a piora foi generalizada. Comparando os resultados dos 17 estados monitorados em março com os resultados que eles obtiveram agora, em 12 houve piora enquanto três melhoraram – a performance nos outros dois ficou igual.
Além disso, o retorno do Tocantins às estatísticas ajudou a puxar o índice para baixo. Foram 12% de amostras irregulares em abril, o segundo pior resultado atrás apenas de São Paulo.
Já o Distrito Federal, o Espirito Santo e o Paraná ajudaram a melhorar o mercado. Nesses três estados a não conformidade ficou zerada em abril.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A qualidade do diesel deu uma virada para – muito – pior em abril. Segundo o mais novo boletim mensal que foi publicado hoje (19) pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) a nível de não conformidade do combustível mais consumido pelos brasileiros atingiu 6,6%. Esse é o pior resultado mensal desde a adoção do B5 em janeiro de 2010.
Das 2.763 amostras de diesel que foram colhidas em 20 unidades da federação que tiveram seus mercados monitoradas – o acompanhamento em Tocantins, Paraná e Santa Catarina foi retomado em abril –, 184 foram reprovadas.
Em geral, aumentos da mistura obrigatória vêm associados à surtos na não conformidade do diesel. Foi assim com o B5 em 2010, com a chegada do B7 em novembro de 2014. Agora, com a evolução em direção ao B8 ocorrida em março, vemos mesmo resultado se repetir.
Só que numa escala bem maior. No mês passado, até pareceu que o impacto não seria tão grande com os indicadores de qualidade apresentando uma melhora razoável.
Polêmica passada
Na época da adoção do B5, a qualidade deu uma derrapa tão substancial que a Federação Nacional de Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) saiu ao ataque e iniciou uma polêmica com os fabricantes de biodiesel que teve profundo impacto para o setor.
Acontece que, em seu auge, o pico de não conformidade foi de 5,4% em março de 2010. O resultado de abril superou esse recorde negativo em mais de um ponto percentual.
Com discussões sobre a possibilidade de antecipar o B9 e o B10 em andamento, esse resultado decididamente acende um sinal amarelo para o setor.
Estados
O pior resultado no mês de abril foi, de longe, o de São Paulo que teve 15,1% de não conformidade. Uma piora impressionante em relação aos módicos 2,1% de março. Nada menos de 75 das amostras consideradas problemáticas pelos laboratórios do PMQC vieram de São Paulo.
Mas a piora foi generalizada. Comparando os resultados dos 17 estados monitorados em março com os resultados que eles obtiveram agora, em 12 houve piora enquanto três melhoraram – a performance nos outros dois ficou igual.
Além disso, o retorno do Tocantins às estatísticas ajudou a puxar o índice para baixo. Foram 12% de amostras irregulares em abril, o segundo pior resultado atrás apenas de São Paulo.
Já o Distrito Federal, o Espirito Santo e o Paraná ajudaram a melhorar o mercado. Nesses três estados a não conformidade ficou zerada em abril.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com