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Testes de motores consumirão 70% mais combustível e vão até B20

Teste que deverão comprovar a segurança das misturas maiores ficaram mais ambiciosos. Revisão completada em abril aumentou o volume e reforçou B15 e B20.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
Ponto fraco no processo que pretende conduzir a indústria de biodiesel do Brasil rumo ao B10 – e além –, os testes que deverão determinar o nível de segurança em abastecer os motores diesel com misturar maiores do biocombustível estão, finalmente, prontos para sair da garagem. E eles devem ser bem mais ambiciosos do que se previa originalmente.

Ponto fraco no processo que pretende conduzir a indústria de biodiesel do Brasil rumo ao B10 – e além –, os testes que deverão determinar o nível de segurança em abastecer os motores diesel com misturar maiores do biocombustível estão, finalmente, prontos para sair da garagem. E eles devem ser bem mais ambiciosos do que se previa originalmente.

Segundo documentos do Grupo de Trabalho (GT) do MME responsável por coordenar esse esforço obtidos por BiodieselBR.com, em abril foi completada uma revisão da Programação de Testes que havia sido elaborada no final de julho do ano passado. Segundo a nova planilha, os testes vão consumir um total de 966 mil de litros de misturas – cerca de 68,2% mais do que a previsão original.

Estão previstos 51 ensaios que serão realizados em nível de bancada, frotas de montadoras e frotas comerciais. Serão 20 empresas envolvidas.

Em termos de biodiesel puro, o volume que será demandado saltou de 77,2 para 145,5 mil litros. Um salto de 88,4%.

O aumento aconteceu porque o GT decidiu reduzir o volume dedicado aos testes voltados ao B10 ao mesmo tempo em que amplia os testes voltados ao B15 e B20 [veja tabela].

Testes TABELA 190517

De olho no futuro

Na nova programação, o B10 passa a ter o menor volume de testes. Serão 138,2 mil litros – contra 232,8 mil litros no original – atrás até do B20 com 150,2 mil litros.

Com 677,6 mil litros, o B15 assume a liderança isolada.

O curioso nesse novo arranjo vem do fato do B10 ser o único que já conta com previsão de início. A Lei 13.263/2016 determina que essa será a mistura usada pelos brasileiros a partir de março de 2019. Embora já haja uma movimentação substancial para que o B10 seja antecipado para o ano que vem.

Os testes para o B15 não chegam a ser uma grande surpresa para o mercado. Embora não estipule um cronograma oficial para sua adoção, o marco legal dá autonomia ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para determinar um cronograma para esse novo patamar.

O B20, no entanto, não está no horizonte imediato. Pelo menos por enquanto. Em outubro, as principais entidades representativas do setor – Abiove, Aprobio e Ubrabio – apresentaram ao MME um documento no qual defendem de forma conjunta que o Brasil adote o B20 até 2030. Há boas chances de que a pauta venha a ser encampada pelo RenovaBio.

Ter mais ênfase nos testes do B20 parece fortalecer essa possibilidade.

Cronograma

A nova programação também deixa mais claro qual o cronograma a ser cumprido.

Já há nove testes que receberam o combustível necessário e estão em andamento. Outros quatro devem ser encerrados até este mês, 37 estão programados para acontecer até março de 2019 e um ainda está por ser definido.

No caso dos testes para o B10 – que são mais urgentes – e deveriam estar prontos até o final de fevereiro que vem. Mas há pelo menos dois testes que não cumprirão esse cronograma. Um deles de apenas 200 litros que está marcado para ser finalizado em março de 2018 e o um outro de 17 mil litros cujos resultados só será entregue em abril de 2018.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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