Distribuidores e AEA falam sobre a possibilidade da antecipação do B9 e B10. Essa possibilidade foi discutida em reunião realizada pelo MME.
Pouco mais de duas semanas atrás, o MME reuniu representantes de diversos elos da cadeia do biodiesel em Brasília (DF) para conversar sobre a possibilidade de antecipar os próximos aumentos da mistura obrigatória de biodiesel. Pelo que BiodieselBR.com apurou, o B10 passaria a valer já a partir de março do ano que vem – um ano antes do cronograma previsto no texto da Lei 13.263/2016. Já o B9 seria adotado em algum momento do segundo semestre do ano.
Pouco mais de duas semanas atrás, o MME reuniu representantes de diversos elos da cadeia do biodiesel em Brasília (DF) para conversar sobre a possibilidade de antecipar os próximos aumentos da mistura obrigatória de biodiesel. Pelo que BiodieselBR.com apurou, o B10 passaria a valer já a partir de março do ano que vem – um ano antes do cronograma previsto no texto da Lei 13.263/2016. Já o B9 seria adotado em algum momento do segundo semestre do ano.
A notícia foi, obviamente, bem recebida pelos fabricantes de biodiesel que já vinham assediando o governo há algum tempo com pedidos de antecipação da mistura. Já em outros elos da cadeia, a possibilidade divide opiniões.
Representante das maiores distribuidoras de combustíveis do país que contabilizam cerca de três quartos do mercado nacional de combustíveis, o Sindicado Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) se posicionou contra a ideia. “O Sindicom defende a aplicação do objetivo da lei”, disse, por e-mail o diretor de abastecimento e regulação da entidade, Leandro Silva.
Em outras palavras, no que depender das maiores distribuidoras do país, o B9 só chega mesmo em março de 2018 e o B10 em março de 2019. Segundo Leandro, as filiadas do Sindicom ainda estão realizando adequações em sua infraestrutura no sentido de acomodar os novos percentuais. “Temos adequações em andamento nas bases e terminais. Entendemos que, nesse contexto, que antecipação de percentuais traria riscos de abastecimento ao mercado”, explica o entrevistado.
Salto único
Já as distribuidoras regionais reunidas sob a bandeira da Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom) têm uma visão que é mais simpática à antecipação. Segundo o diretor institucional da entidade, Sérgio Massillon, suas associadas topariam a antecipação desde que o governo dispensasse o B9. Por essa proposta iríamos do B8 diretamente para o B10 em março que vem.
Para Massillon, o aumento do volume de biodiesel não traria maiores dificuldades para a maioria das distribuidoras associadas à federação. Somente aquelas de maior porte teriam alguma dificuldade. “Cremos que se for feita a opção de descartar a fase intermediária do B9 e programarmos o aumento diretamente para o B10, não surgirão problemas incontornáveis”, avalia.
Testes
Ambas as associações de distribuidores declaram preocupação em relação aos testes de motores que devem atestar se o B10 pode ser usado nos motores dos veículos Brasil sem maiores problemas.
“O Sindicom concorda com o posicionamento de que os testes para o B10 precisam ser concluídos para asseguramos ao consumidor um produto de especificação segura”, ressalta Leandro. “A Federação Brasilcom vê com preocupação a demora em serem realizados os testes previstos na legislação”, concorda Sérgio.
Esses testes já deveriam ter sido completados, mas dificuldades em decidir quem é que ficaria responsável por pagar os quase R$ 4 milhões pelos 230 mil litros de biodiesel que seriam consumidos acabaram levando ao adiamento dos trabalhos. A expectativa agora é que os ensaios sejam completados no final de fevereiro.
“Não é um prazo impossível de ser cumprido”, afirma o diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Rogério Gonçalves. Mas seria um daqueles gols que entram tirando tinta da trave. “Se todos os testes acontecerem no prazo e não tivermos nenhum problema mais grave com o fornecimento do combustível”, finaliza.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Pouco mais de duas semanas atrás, o MME reuniu representantes de diversos elos da cadeia do biodiesel em Brasília (DF) para conversar sobre a possibilidade de antecipar os próximos aumentos da mistura obrigatória de biodiesel. Pelo que BiodieselBR.com apurou, o B10 passaria a valer já a partir de março do ano que vem – um ano antes do cronograma previsto no texto da Lei 13.263/2016. Já o B9 seria adotado em algum momento do segundo semestre do ano.
A notícia foi, obviamente, bem recebida pelos fabricantes de biodiesel que já vinham assediando o governo há algum tempo com pedidos de antecipação da mistura. Já em outros elos da cadeia, a possibilidade divide opiniões.
Representante das maiores distribuidoras de combustíveis do país que contabilizam cerca de três quartos do mercado nacional de combustíveis, o Sindicado Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) se posicionou contra a ideia. “O Sindicom defende a aplicação do objetivo da lei”, disse, por e-mail o diretor de abastecimento e regulação da entidade, Leandro Silva.
Em outras palavras, no que depender das maiores distribuidoras do país, o B9 só chega mesmo em março de 2018 e o B10 em março de 2019. Segundo Leandro, as filiadas do Sindicom ainda estão realizando adequações em sua infraestrutura no sentido de acomodar os novos percentuais. “Temos adequações em andamento nas bases e terminais. Entendemos que, nesse contexto, que antecipação de percentuais traria riscos de abastecimento ao mercado”, explica o entrevistado.
Salto único
Já as distribuidoras regionais reunidas sob a bandeira da Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom) têm uma visão que é mais simpática à antecipação. Segundo o diretor institucional da entidade, Sérgio Massillon, suas associadas topariam a antecipação desde que o governo dispensasse o B9. Por essa proposta iríamos do B8 diretamente para o B10 em março que vem.
Para Massillon, o aumento do volume de biodiesel não traria maiores dificuldades para a maioria das distribuidoras associadas à federação. Somente aquelas de maior porte teriam alguma dificuldade. “Cremos que se for feita a opção de descartar a fase intermediária do B9 e programarmos o aumento diretamente para o B10, não surgirão problemas incontornáveis”, avalia.
Testes
Ambas as associações de distribuidores declaram preocupação em relação aos testes de motores que devem atestar se o B10 pode ser usado nos motores dos veículos Brasil sem maiores problemas.
“O Sindicom concorda com o posicionamento de que os testes para o B10 precisam ser concluídos para asseguramos ao consumidor um produto de especificação segura”, ressalta Leandro. “A Federação Brasilcom vê com preocupação a demora em serem realizados os testes previstos na legislação”, concorda Sérgio.
Esses testes já deveriam ter sido completados, mas dificuldades em decidir quem é que ficaria responsável por pagar os quase R$ 4 milhões pelos 230 mil litros de biodiesel que seriam consumidos acabaram levando ao adiamento dos trabalhos. A expectativa agora é que os ensaios sejam completados no final de fevereiro.
“Não é um prazo impossível de ser cumprido”, afirma o diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Rogério Gonçalves. Mas seria um daqueles gols que entram tirando tinta da trave. “Se todos os testes acontecerem no prazo e não tivermos nenhum problema mais grave com o fornecimento do combustível”, finaliza.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com