Motores brasileiros poderiam rodar com B7, diz Dornelles
Segundo o diretor de biocombustíveis do MME, não existem impedimentos técnicos para que os motores brasileiros rodem com B7.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Os motores não representam impedimento para a implantação do B7 no Brasil. A afirmação foi feita pelo diretor de combustíveis renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, durante um evento. Nessa segunda-feira (17) ele participou do Seminário Internacional de Biocombustíveis que está acontecendo em São Paulo.
A fala contraria a posião oficial da Anfavea.
Os motores não representam impedimento para a implantação do B7 no Brasil. A afirmação foi feita pelo diretor de combustíveis renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, durante um evento. Nessa segunda-feira (17) ele participou do Seminário Internacional de Biocombustíveis que está acontecendo em São Paulo.
Segundo Dornelles todos os principais “sistemistas” – nome dado às empresas responsáveis pela fabricação de motores – especializados em diesel já atestam seus produtos usados no mercado europeu para o uso de misturas de biodiesel superiores aos atuais 5%. “A especificação de nosso biodiesel é similar, quando não superior à usada na Europa”, disse o servidor para quem isso garantiria a adoção do B7 sem maiores problemas para os motores da atual frota brasileira.
Anfavea A declaração contraria a posição oficial da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Durante a edição 2013 da Conferência BiodieselBR, o representante das montadoras sugeriu, antes de qualquer novo aumento na mistura obrigatória, seria necessária a realização de pelo menos um ano de novos testes.
Segundo o diretor da Anfavea, Henry Joseph Jr., esses testes deveriam ser realizados em frotas cativas.
GT Dornelles contou que a Anfavea também tem demonstrado preocupação com uma proposta do governo federal que quer aumentar a adição de etanol anidro na gasolina dos atuais 25% para 27%. Segundo os fabricantes, a atual geração de motores a gasolina não se daria bem com essa nova mistura.
Para determinar se as preocupações dos fabricantes têm fundamento técnico, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) montou um Grupo de Trabalho para estudar a questão. Contudo, o servidor ressaltou que não há um prazo para que esse trabalho esteja concluído.