Fabricantes autorizam uso de biodiesel em motores náuticos
Embora o setor náutico continue refratário ao biodiesel, algumas das principais fabricantes de equipamento já autorizam o uso de misturas.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Embora o mercado de combustíveis náuticos continue refratário à adição de biodiesel – o diesel naval é o único que a ANP isenta da mistura obrigatória –, o biocombustível tem recebido uma acolhida mais amena dos fabricantes de motores para esse segmento. Algumas das principais empresas do setor em nível mundial já autorizam o uso de misturas até 20% em seus equipamentos.
Embora o mercado de combustíveis náuticos continue refratário à adição de biodiesel – o diesel naval é o único que a ANP isenta da mistura obrigatória –, o biocombustível tem recebido uma acolhida mais amena dos fabricantes de motores para esse segmento. Algumas das principais empresas do setor em nível mundial já autorizam o uso de misturas até 20% em seus equipamentos.
É o caso da norte-americana Cummins que aprova o uso de B20 em todos os seus motores abaixo de 700 cavalos equipados com sistema de injeção. Esse é o mesmo patamar de mistura que a Caterpillar permite em seus todos os motores de sua linha náutica.
Na Europa, os motores MAN saem de fábrica prontos para rodar com B5. Apesar disso, a fabricante para permite o uso de misturas em outros mercados onde atua. Segundo a empresa, a diferença se deve ao fato da empresas considerar a qualidade do biodiesel usando na Europa superior ao disponível em outros mercados.
Outro fabricante de peso, a alemã MTU – que faz parte do Grupo Rolls-Royce –, tem planos ainda mais ambiciosos e quer atestar todos os produtos para uso com biodiesel puro. Por enquanto o máximo é B7.
Para o setor náutico o uso do biodiesel coloca dois desafios importantes: a contaminação por água e a vida útil mais curta do produto. O biodiesel é higroscópico – ele absorve umidade diretamente do ar – o que pode levar à formação de depósitos de água no fundo dos tanques. Além disso, por ter origem orgânica o biodiesel se degrada mais rapidamente.
Juntas, essas duas características podem levar à formação uma borra orgânica que se acumula no fundo dos tanques e, se deixada sem manutenção periódica, pode levar ao entupimento do motor e deixar um barco à deriva.