Depois de ver um dos piores níveis de não conformidade da história, os indicadores de qualidade do diesel apresentaram um avanço importante em maio
Parece que o pior está passando. Um mês depois dos indicadores de qualidade da ANP para o óleo diesel terem pregado um susto no mercado, o nível de não conformidade apurado pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) ficou um pouco acida dos 4,4% no mês de maio. O valor ainda é elevado quando comparado aos níveis históricos – desde a implementação do B5 em 2010, não conformidade média tem ficado na cada dos 2,9% –, mas é bem melhor que os quase 6,6% de abril.
Parece que o pior está passando. Um mês depois dos indicadores de qualidade da ANP para o óleo diesel terem pregado um susto no mercado, o nível de não conformidade apurado pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) ficou um pouco acida dos 4,4% no mês de maio. O valor ainda é elevado quando comparado aos níveis históricos – desde a implementação do B5 em 2010, não conformidade média tem ficado na cada dos 2,9% –, mas é bem melhor que os quase 6,6% de abril.
Picos na não conformidade costumam suceder aumentos na mistura obrigatória. Foi assim depois da implementação do B5 na virada para 2010. Com a chegada do B6 e do B7 ao longo do segundo semestre de 2014. E depois de março de 2017 quando o B8 passou a valer. Era de se esperar que coisa parecida acontecesse depois da oficialização do B10 três meses atrás.
E considerando que, pela primeira vez, tivemos um o salto de dois pontos percentuais na mistura obrigatória é possível dizer que o mercado nem está se saindo tão mal. O nível do mês passado foi o segundo pior no histórico perdendo para os 6,66% registrados em abril de 2017.
Se a história se repetir dessa vez, devemos ver uma normalização relativamente rápida do mercado.
Teor de biodiesel
Embora o teor de biodiesel continue sendo o problema mais frequente encontrado nas 117 amostras reprovadas pelos laboratórios ligados ao PMQC – cerca de 65% tinham biodiesel a mais ou a menos do que o exigido – houve uma redução na liderança desse critério.
Isso aconteceu graças ao reaparecimento de problemas com “aspecto” que voltou a aparecer nas estatísticas depois de 16 meses com 6% das reprovações. Também graças à entrada da categoria “contaminação total e teor de água” também com 6%.
Essa segunda categoria pode guardar uma correlação com a mistura de biodiesel, uma vez que o biocombustível é conhecido por sua capacidade de absorver umidade do ar.
Estados
Como já vem acontecendo desde a virada do ano, este mês o monitoramento do PMQC atingiu 20 unidades da federação. Continuam sem monitoramento: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Em 14 estados tivemos queda nos índices de não conformidade. O maior avanço foi sentido na Paraíba onde o indicador foi de 10,3% para 0% em somente um mês. Já o Amapá fez o caminho inverso, de 0% em abril foi para perto 6,7% em maio.
Os Alagoanos tiveram o pior diesel à disposição com um índice de não conformidade maior que 17,6% cerca de um ponto percentual e meio maior do que os 16% do mês anterior.
A Região Norte ficou com o pior diesel do mês com 8,2% de não conformidade. O melhor resultado coube ao Sudeste com 2,7%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com