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Qualidade do diesel tem piora significativa em abril

Um mês depois da chegada do B10, nível de não conformidade do óleo diesel medido pela ANP se aproxima do pior da história

BiodieselBR.com 2 min de leitura

No mês seguinte da chegada do B10, a qualidade do óleo diesel consumido pelos brasileiros deu um salto para pior. Segundo a edição mais recente do boletim do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP, o índice de não conformidade do óleo diesel em abril beirou os 6,6%.

No mês seguinte da chegada do B10, a qualidade do óleo diesel consumido pelos brasileiros deu um salto para pior. Segundo a edição mais recente do boletim do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP, o índice de não conformidade do óleo diesel em abril beirou os 6,6%.

Das 2.862 amostras recolhidas pela rede de 14 laboratórios que compõem o PMQC, 188 foram reprovados em uma ou mais características. O programa monitorou a qualidade em 20 unidades da federação, mesmo número que no mês anterior.

O teor de biodiesel foi o maior culpado pela queda. Das amostras reprovadas 71% apresentou problema nessa característica.

UFs

O pior diesel do mês foi consumido no Maranhão cuja não conformidade de um salto de 3,8% em março para pouco mais de 16,2% em abril. O melhor estava no Amapá que teve um resultado perfeito pelo segundo mês seguinte.

São Paulo foi a unidade da federação com mais amostras reprovadas no mês com 31 – 4 a menos que no mês de março – o que dá 5,8% de não conformidade. Foi metade das 62 amostras reprovadas na Região Sudeste como um todo.

Já o Nordeste teve o pior índice de não conformidade do mês com 8,7%.

Aumentos de mistura

Este foi o segundo pior resultado mensal desde a introdução do B5 no começo de 2010. Somente em abril de 2017 – mês seguinte à chegada do B8 – o indicador ficou em 6,7%.

É algo que vem se repetindo com certa regularidade. Depois da chegada de uma mistura nova, temos um pico de não conformidade antes que o mercado volte aos eixos.

Movimentos similares foram constatados nos meses seguintes à introdução do B5 no começo de 2010, do B7 em novembro de 2014 e do B8 em março do ano passado. Seria mesmo pouco provável que o B10 ficasse de fora.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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