A qualidade do diesel consumido pelos brasileiros vem piorando de forma acelerada ao longo dos últimos quatro meses segundo dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em setembro, o nível de não conformidade do combustível foi o pior desde maio de 2015.
A qualidade do diesel consumido pelos brasileiros vem piorando de forma acelerada ao longo dos últimos quatro meses segundo dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em setembro, o nível de não conformidade do combustível chegou a 3,3%. Trata-se do pior resultado desde maio de 2015.
Em setembro do ano passado, o nível de não conformidade estava pouco acima de 2,1%
É uma reversão e tanto em relação à sequência ininterrupta de bons resultados que foram registrados entre dezembro e maio passado. Ao longo desse período, os índices de qualidade ficaram um semestre inteiro abaixo do patamar de 2%. Em dois meses, inclusive, o produto bateu seu recorde de qualidade para o período posterior à adoção do B5 – em dezembro (1%) e em maio (0,8%).
Desde então, no entanto, a piora tem sido notável. Entre junho e setembro, a média mensal de não conformidade já atingiu a marca de 2,8%.
Causas
O teor de biodiesel aumentou sua liderança como a maior causa de problemas entre as amostras coletadas pela ANP. Um total de 28 das 37 amostras reprovadas pelos laboratórios do PMQC tiveram dificuldade com o conteúdo de biodiesel.
A segunda causa de reprovação foi a categoria “outros” com problemas em 8 amostras.
Pior nível
Houve também uma piora significativa no número de amostras de óleo diesel no qual o PMQC baseia seus relatórios. Em setembro foram apenas 1.112 amostras.
Esse foi o segundo pior resultado num histórico desde janeiro de 2010. Apenas superado pelo mês de dezembro passado quando as coletas foram de 1082.
Isso contradiz a expectativa de recuperação nos números do PMQC. Entre os anos de 2010 e 2014, o programa coletava uma média de 7.125 amostras todos os meses. Dificuldades com a renovação dos contratos dos laboratórios responsáveis por manter o programa fizeram com que esse número despencasse para pouco mais de 3.515. Este ano, a média está abaixo de 1.429 amostras mensais.
No começo de junho, a agência reguladora – em resposta a um questionamento feito por BiodieselBR.com – garantiu que a situação começaria a ser normalizada em dois meses conforme fossem finalizadas as concorrências convocadas para recompor a rede de monitoramento.
Em certa medida, há uma evolução positiva. Em junho, as coletas estavam acontecendo em apenas 5 estados brasileiros enquanto, no mês passado, as coletas foram feitas em 9 unidades da federação.
Apesar disso, o número de amostras coletadas não vem mostrando sinal de reação.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A qualidade do diesel consumido pelos brasileiros vem piorando de forma acelerada ao longo dos últimos quatro meses segundo dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em setembro, o nível de não conformidade do combustível chegou a 3,3%. Trata-se do pior resultado desde maio de 2015.
Em setembro do ano passado, o nível de não conformidade estava pouco acima de 2,1%
É uma reversão e tanto em relação à sequência ininterrupta de bons resultados que foram registrados entre dezembro e maio passado. Ao longo desse período, os índices de qualidade ficaram um semestre inteiro abaixo do patamar de 2%. Em dois meses, inclusive, o produto bateu seu recorde de qualidade para o período posterior à adoção do B5 – em dezembro (1%) e em maio (0,8%).
Desde então, no entanto, a piora tem sido notável. Entre junho e setembro, a média mensal de não conformidade já atingiu a marca de 2,8%.
Causas
O teor de biodiesel aumentou sua liderança como a maior causa de problemas entre as amostras coletadas pela ANP. Um total de 28 das 37 amostras reprovadas pelos laboratórios do PMQC tiveram dificuldade com o conteúdo de biodiesel.
A segunda causa de reprovação foi a categoria “outros” com problemas em 8 amostras.
Pior nível
Houve também uma piora significativa no número de amostras de óleo diesel no qual o PMQC baseia seus relatórios. Em setembro foram apenas 1.112 amostras.
Esse foi o segundo pior resultado num histórico desde janeiro de 2010. Apenas superado pelo mês de dezembro passado quando as coletas foram de 1082.
Isso contradiz a expectativa de recuperação nos números do PMQC. Entre os anos de 2010 e 2014, o programa coletava uma média de 7.125 amostras todos os meses. Dificuldades com a renovação dos contratos dos laboratórios responsáveis por manter o programa fizeram com que esse número despencasse para pouco mais de 3.515. Este ano, a média está abaixo de 1.429 amostras mensais.
No começo de junho, a agência reguladora – em resposta a um questionamento feito por BiodieselBR.com – garantiu que a situação começaria a ser normalizada em dois meses conforme fossem finalizadas as concorrências convocadas para recompor a rede de monitoramento.
Em certa medida, há uma evolução positiva. Em junho, as coletas estavam acontecendo em apenas 5 estados brasileiros enquanto, no mês passado, as coletas foram feitas em 9 unidades da federação.
Apesar disso, o número de amostras coletadas não vem mostrando sinal de reação.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com