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Especificação do biodiesel deve passar por nova revisão

biodiesel enzimatico 250713Pouco mais de três meses depois de ter entrado em vigor a última atualização da especificação do biodiesel, a ANP já estuda fazer novas alterações nos parâmetros que definem o que é biodiesel.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Pouco mais de três meses depois de ter entrado em vigor a última atualização da especificação do biodiesel, a ANP já estuda fazer novas alterações nos parâmetros que definem o que é biodiesel. No começo de abril, a agência reuniu várias pessoas, entre elas, representantes de usinas, distribuidoras e associações, para colher sugestões que serviriam de base para uma consulta pública sobre uma nova especificação para o biodiesel. O ponto que parece ter motivado a ANP é o teor de água.

Pouco mais de três meses depois de ter entrado em vigor a última atualização da especificação do biodiesel, a ANP já estuda fazer novas alterações nos parâmetros que definem o que é biodiesel. No começo de abril, a agência reuniu várias pessoas, entre elas, representantes de usinas, distribuidoras e associações, para colher sugestões que serviriam de base para uma consulta pública sobre uma nova especificação para o biodiesel. O ponto que parece ter motivado a ANP é o teor de água.

No começo de 2014, passou a vigorar os 200 ppm de água em toda a cadeia. Com isso as usinas foram obrigadas a carregar os caminhões das distribuidoras com um biodiesel com teor de água igual ou menor ao determinado pela nova especificação. E as distribuidoras, por sua vez, ficaram com a responsabilidade de preservar esse parâmetro até a ocasião da mistura. Como o biodiesel absorve muita água, o setor de distribuição estava tendo muita dificuldade para atingir esse objetivo. Na prática, eram raros os casos em que a especificação era mantida até a adição ao diesel.

A sugestão das distribuidoras – a qual a ANP parece ser simpática – é permitir que a quantidade de água no biodiesel suba para 350 ppm depois que o produto deixar a usina. Assim, o biocombustível poderia absorver até 150 ppm de água entre o trajeto que envolve o transporte e a armazenagem nos tanques das distribuidoras sem perder a especificação. As usinas até concordam que deve ter esse aumento, mas reivindicam um piso maior que 200 ppm. Elas querem ter um processo menos custoso de produção.

Além da questão da água, a agência quer alterar o tempo de oxidação de 6 para 8 horas e diminuir a quantidade de monoglicerídios. O objetivo seria igualar esses parâmetros à especificação europeia. Essa intenção de equiparação é objeto de ressalvas por parte dos produtores.

A maioria das especificações mundo a fora estabelece 500 ppm de água para o biodiesel. Então se o objetivo é tornar a norma brasileira mais próxima da europeia, não haveria necessidade de exigir um biodiesel tão “seco”. Para as usinas, a ANP age com dois pesos e duas medidas.

Pelo que essa reunião mostrou, a nova especificação do biodiesel só vai sair depois de calorosas discussões.

Miguel Angelo Vedana - BiodieselBR.com
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