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Universidade de Navarra desenvolve catalisador para biodiesel

CatalisadorHeterogeneoNavarra 121214Um estudo da Universidade de Navarra identificou um candidato para ser usado como catalisador heterogêneo na síntese do biodiesel.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Um estudo desenvolvido pela Universidade de Navarra, na Espanha, identificou um bom candidato para ser usado como catalisador heterogêneo na síntese do biodiesel: o glicerolato de cálcio. A descoberta foi feita pela engenheira química Inés Reyero Zaragoza para quem o novo composto supera as opções convencionais “em termos de estabilidade”.

Um estudo desenvolvido pela Universidade de Navarra, na Espanha, identificou um bom candidato para ser usado como catalisador heterogêneo na síntese do biodiesel: o glicerolato de cálcio. A descoberta foi feita pela engenheira química Inés Reyero Zaragoza para quem o novo composto supera as opções convencionais “em termos de estabilidade”.

Os catalizadores heterogêneos são aqueles que se encontram num estado físico diferente dos demais reagentes – por exemplo, ele é um sólido enquanto os demais reagente não líquidos. Segundo Reyero, essa diferença lhes dá uma grande vantagem na produção de biodiesel. "Os [catalisadores] homogêneos normalmente empregados são altamente eficazes, mas encarecem as fases de separação e purificação para obtenção de biodiesel”, esclarece. 

Já um catalisador heterogêneos em estado sólido pode ser facilmente ser filtrado no final do processo de produção. Isso facilita o reaproveitamento do insumo. 

Metodologia
Em seus experimentos, Reyero depositou os catalisadores em estruturas de cerâmica ou metálicas. Essa estratégia evitou a separação do catalisador a partir do meio reacional, favorecendo a sua reutilização. A técnica também facilitou a transformação dos reagentes em produtos – biodiesel e glicerina. 

"O uso de catalisadores estruturados é altamente desconhecido no campo da produção de biodiesel e significou um importante avanço tecnológico", destacou a pesquisadora.

Etanol
Além do novo catalisador, a engenheira também estudou a substituição do metanol por etanol no processo de transesterificação.

Além de tornar o processo como um todo mais sustentável – enquanto o etanol é produzido a partir de fontes renovável, o metanol é fabricado a partir do gás natural –, o uso do etanol na transesterificação se mostrou capaz de aumentar consideravelmente a velocidade da reação. "No entanto, [o etanol] complica a separação dos produtos e favorece a formação de sabões ", pondera.

Além disso, existe a questão de custo, já que o etanol é mais caro que o metanol.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Basque Research
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