Soja avança e sebo perde espaço no mix do biodiesel de fevereiro
A soja ficou teve um aumento de 0,85 ponto percentual em sua participação no míx de matérias-primas do setor de biodiesel.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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A soja ficou com 75,6% do mix de matérias-primas utilizadas pela indústria brasileira de biodiesel durante o mês de fevereiro – um ganho de 0,85 ponto percentual sobre o nível apresentado em janeiro. Já o sebo bovino perdeu 2,6 pontos percentuais e fechou o mês passado com uma fatia de 20,4%. Os dados foram divulgados hoje (02) pela ANP que publicou a edição de março do Boletim Mensal do Biodiesel.
A soja ficou com 75,6% do mix de matérias-primas utilizadas pela indústria brasileira de biodiesel durante o mês de fevereiro – um ganho de 0,85 ponto percentual sobre o nível apresentado em janeiro. Já o sebo bovino perdeu 2,6 pontos percentuais e fechou o mês passado com uma fatia de 20,4%. Os dados foram divulgados hoje (02) pela ANP que publicou a edição de março do Boletim Mensal do Biodiesel.
Considerando que o volume de biodiesel fabricado caiu 5% entre janeiro e fevereiro fechando o mês com 303,6 milhões de litros de biodiesel fabricados a quantidade bruta de óleo de soja consumida pela indústria encolheu, apesar desse aumento na participação.
Em fevereiro, as usinas consumiram um total de 229,4 milhões de litros de óleo de soja. Isso representa o esmagamento de 1,1 milhão de toneladas de soja em grão.
Já o sebo deu origem a 61,9 milhões de litros em fevereiro.
Algodão
Contudo, a maior novidade nessa edição talvez seja o óleo de algodão que depois de ficar com apenas 0,63% e perder seu tradicional terceiro lugar no mês passado – sendo superado pelo óleo de cozinha usado com 0,67% – voltou a se recuperar. Já em fevereiro, cerca de 2,2% foram fabricados a partir dessa matéria-prima.
São 6,6 milhões de litros de biodiesel fabricados com óleo de algodão. Isso é praticamente três vezes o volume consumido no mês anterior.
Outra novidade importante é o reaparecimento da palma. Cerca de 0,5% – 1,5 milhão de litros – do biodiesel fabricado no mês foram feitos com essa matéria-prima. O curioso é que esse volume foi fabricado no Sudeste e não no Norte, onde mais se produz palma no país.
O Sudeste, aliás, tem o mix mais diversificado do setor. Enquanto em todas as outras regiões brasileiras o óleo de soja é supera – e muito – a soma de todas as outras matérias-primas, no Sudeste ela fica com 47,7 do mercado praticamente empatada com os 46% do sebo bovino.
Inexatos
Contudo não é possível confiar nas informações sobre matérias-primas fornecidas pela ANP. Os dados que a ANP usa para confeccionar os Boletins do Biodiesel não são precisos e não refletem sempre a produção real de biodiesel. No mês passado, por exemplo, a agência fechou o documento considerando apenas 298,5 milhões de litros quando a produção real para o mês foi de 319,5 milhões de litros – uma diferença nada desprezível de 20,7 milhões de litros. Por causa do sistema usado pela ANP, o setor nunca saberá os valores corretos para janeiro.
Conferindo as diferentes versões dos arquivos da ANP, a equipe de BiodieselBR.com constatou que a diferença se originou na ausência dos dados de produção das três usinas da PBio.