No mês de estreia do B12 o volume de soja processada para atender demanda de óleo das usinas de biodiesel foi recorde
A chegada do B12 em março ajudou a dar um bem-vindo empurrão também para a indústria de processamento de soja. Segundo os dados mais recentes sobre o consumo de matérias-primas divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas de biodiesel demandaram o equivalente em óleo ao esmagamento de quase 1,9 milhão de toneladas do grão.
Essa foi a maior quantidade de soja processada para atender à demanda do setor de biodiesel em todo o histórico mantido pela ANP. O recorde anterior era de outubro passado quando a produção de biodiesel absorveu o óleo gerado pelo esmagamento de 1,83 milhão de toneladas de soja.
A chegada do B12 em março ajudou a dar um bem-vindo empurrão também para a indústria de processamento de soja. Segundo os dados mais recentes sobre o consumo de matérias-primas divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas de biodiesel demandaram o equivalente em óleo ao esmagamento de quase 1,9 milhão de toneladas do grão.
Essa foi a maior quantidade de soja processada para atender à demanda do setor de biodiesel em todo o histórico mantido pela ANP. O recorde anterior era de outubro passado quando a produção de biodiesel absorveu o óleo gerado pelo esmagamento de 1,83 milhão de toneladas de soja.
Abaixo da média
Apesar do recorde, a participação da soja no mix dos óleos e gorduras usados pelo segmento está – ligeiramente – abaixado da média. No primeiro trimestre, o biodiesel de soja representou 69,2% do total fabricado pelas usinas. Nos últimos cinco anos – de 2015 a 2019 – a média do 1T ficou em 70,6%.
A soja, no entanto, vem reduzindo a diferença. Em janeiro a distância entre 2020 e a média estava em 2,5 pontos percentuais. Em março, o vão foi reduzido para menos de 0,5 ponto percentual.
As usinas das Regiões Norte (83%), Centro-Oeste (82,2%) e Sul (73,6%) ajudaram a puxar a média nacional para cima. Já no Nordeste (44,7%) e no Sudeste (36,7%), o mix de matérias-primas usado pelo setor é bem mais diversificado.
Desconhecidas
Pelo segundo mês seguido, as matérias-primas desconhecidas mantiveram o segundo lugar do mercado – tomando a posição que normalmente fica com o sebo bovino.
Cerca de 63,8 milhões de litros de biodiesel – 11,6% do total – foram fabricados a partir de óleos e gorduras não especificados pelos produtores. O percentual é um pouco inferior ao de fevereiro quando praticamente 11,8% do biodiesel foi feito com esse tipo de matéria-prima.
Já o sebo bovino teve apenas 8,4% do mercado o que deu 46,1 milhões de litros de biodiesel. A fatia do sebo na preferência das indústrias foi a menor desde julho de 2019 quando o percentual foi de 8,1%.
O crescimento da soja ocupou praticamente todo o espaço que foi aberto pelas retrações no uso do sebo e das desconhecidas. As outras seis fontes óleos e gorduras que tiveram uso reportado pelas usinas no mês de março totalizaram 7,9% do mercado, abaixo dos 8,4% registrados em fevereiro. Óleo de palma (2%), óleo de fritura (1,7%) e gordura de porco (1,7%) foram fontes mais importantes nesse grupo.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com