Para sustentar a produção de um volume recorde de biodiesel, as usinas brasileiras demandaram uma quantidade igualmente recorde de soja no mês de julho. Mais de 1,36 milhões de toneladas do grão tiveram que ser processadas para dar conta da demanda do setor por matérias-primas.
Para sustentar a produção de um volume recorde de biodiesel, as usinas brasileiras demandaram uma quantidade igualmente recorde de soja no mês de julho. Mais de 1,36 milhões de toneladas do grão tiveram que ser processadas para dar conta da demanda do setor por matérias-primas.
Antes, o maior volume esmagado em função da demanda de biodiesel havia sido registrado em julho de 2015. Dois anos atrás, as usinas absorveram o equivalente em óleo ao esmagamento de 1,33 milhão de toneladas de soja in natura.
De acordo com dados divulgados nessa segunda-feira (04) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o óleo de soja representou 73,3% do biodiesel fabricado no mês. Isso representa um salto de mais de cinco pontos percentuais sobre o resultado de junho e reverte uma trajetória de queda na participação da soja que já vinha se desdobrando desde abril, mês em que o grão teve seu pico no ano – ao menos até agora – com mais de 75% do mercado.
Na ponta do lápis, foram 283,9 milhões de litros de biodiesel fabricados a partir do óleo de soja em julho.
Essa conta foi puxada principalmente pela demanda das usinas da Região Centro-Oeste que representaram quase a metade desse total. Foram 140,5 milhões de litros de biodiesel de soja no período, o que representa 79,4% de todo o biocombustível produzido pelas 15 usinas do Centro-Oeste que estiveram ativas em julho.
Menos
Quase todo o avanço da soja aconteceu às expensas das matérias-primas desconhecidas – contabilizadas pela ANP como ‘outros materiais graxos’ – que foram de uma fatia maior que 12% do mercado total para cerca de 8% em apenas um mês.
Com essa perda de espaço relativo, a produção a partir das ‘desconhecidas’ recuou para menos de 31,2 milhões de litros. Desse total, 21,9 milhões de litros foram fabricados no Centro-Oeste onde a participação desse grupo de matérias-primas ficou em 12,4%.
Já o sebo ficou praticamente estável em relação ao mês anterior – foram 13% em julho contra 13,6% em junho – com presenta predominante nas regiões Norte e Sudeste. Com isso, o sebo conseguiu registrar um aumento no volume de produção absoluta graças à aceleração na atividade das usinas.
Cerca de 50,3 milhões de litros de biodiesel de sebo foram fabricados no mês. Esse foi o maior volume mensal produzido desde agosto de 2016 quando a participação desse subproduto da pecuária havia ficado em 15,3%
Minoritárias
O óleo de fritura usado que, no mês passado, havia batido seu recorde de participação com quase 2,5% do mercado recuou consideravelmente ficando com menos de 1,4%. Foram praticamente 5,4 milhões de litros de biodiesel fabricados o que dá 3,5 milhões de litros menos que um mês antes.
Os óleos de algodão e de palma e a gordura de frango tiveram aumento de participação no mês ficando com, respectivamente, 0,2%, 1% e 1,5% do mercado.
A gordura de frango, em particular, teve um bom mês cravando sua terceira maior participação no mercado e o segundo maior volume produzido da história – 5,7 milhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Para sustentar a produção de um volume recorde de biodiesel, as usinas brasileiras demandaram uma quantidade igualmente recorde de soja no mês de julho. Mais de 1,36 milhões de toneladas do grão tiveram que ser processadas para dar conta da demanda do setor por matérias-primas.
Antes, o maior volume esmagado em função da demanda de biodiesel havia sido registrado em julho de 2015. Dois anos atrás, as usinas absorveram o equivalente em óleo ao esmagamento de 1,33 milhão de toneladas de soja in natura.
De acordo com dados divulgados nessa segunda-feira (04) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o óleo de soja representou 73,3% do biodiesel fabricado no mês. Isso representa um salto de mais de cinco pontos percentuais sobre o resultado de junho e reverte uma trajetória de queda na participação da soja que já vinha se desdobrando desde abril, mês em que o grão teve seu pico no ano – ao menos até agora – com mais de 75% do mercado.
Na ponta do lápis, foram 283,9 milhões de litros de biodiesel fabricados a partir do óleo de soja em julho.
Essa conta foi puxada principalmente pela demanda das usinas da Região Centro-Oeste que representaram quase a metade desse total. Foram 140,5 milhões de litros de biodiesel de soja no período, o que representa 79,4% de todo o biocombustível produzido pelas 15 usinas do Centro-Oeste que estiveram ativas em julho.
Menos
Quase todo o avanço da soja aconteceu às expensas das matérias-primas desconhecidas – contabilizadas pela ANP como ‘outros materiais graxos’ – que foram de uma fatia maior que 12% do mercado total para cerca de 8% em apenas um mês.
Com essa perda de espaço relativo, a produção a partir das ‘desconhecidas’ recuou para menos de 31,2 milhões de litros. Desse total, 21,9 milhões de litros foram fabricados no Centro-Oeste onde a participação desse grupo de matérias-primas ficou em 12,4%.
Já o sebo ficou praticamente estável em relação ao mês anterior – foram 13% em julho contra 13,6% em junho – com presenta predominante nas regiões Norte e Sudeste. Com isso, o sebo conseguiu registrar um aumento no volume de produção absoluta graças à aceleração na atividade das usinas.
Cerca de 50,3 milhões de litros de biodiesel de sebo foram fabricados no mês. Esse foi o maior volume mensal produzido desde agosto de 2016 quando a participação desse subproduto da pecuária havia ficado em 15,3%
Minoritárias
O óleo de fritura usado que, no mês passado, havia batido seu recorde de participação com quase 2,5% do mercado recuou consideravelmente ficando com menos de 1,4%. Foram praticamente 5,4 milhões de litros de biodiesel fabricados o que dá 3,5 milhões de litros menos que um mês antes.
Os óleos de algodão e de palma e a gordura de frango tiveram aumento de participação no mês ficando com, respectivamente, 0,2%, 1% e 1,5% do mercado.
A gordura de frango, em particular, teve um bom mês cravando sua terceira maior participação no mercado e o segundo maior volume produzido da história – 5,7 milhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com